Ultraleve não teria aguentado manobra, aponta análise preliminar

Segundo o boletim de ocorrência, jovem de 22 anos teria feito uma manobra conhecida como pendular, mas a aeronave se desestabilizou e caiu na vertical


O acidente com um ultraleve ocorrido no último domingo, em uma área entre Americana e Nova Odessa, que matou o jovem William Augusto Furlan, de 22 anos, pode ter sido provocado por uma manobra não suportada pela aeronave. A análise preliminar do acidente consta no boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Nova Odessa. “Pelo apurado até o momento, a vítima pilotava o ultraleve e realizou uma manobra não suportada pelo mesmo”, descreve o boletim.

Segundo o documento, o piloto teria feito uma manobra conhecida como pendular, mas a aeronave se desestabilizou e caiu na vertical. A hipótese, de acordo com a investigação inicial, é compatível com os ferimentos que causaram a morte de William.

Foto: Facebook / Reprodução
Segundo Cenipa, ultraleve é considerado uma aeronave experimental

Segundo informações do boletim, William não era piloto certificado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). O LIBERAL não conseguiu confirmar se o ultraleve, que não tinha prefixo, era registrado pela Anac. De acordo com informações da Polícia Civil, a aeronave era experimental, do tipo trike – uma espécie de triciclo motorizado acoplado a uma asa delta.

O acidente ocorreu por volta das 17h30. A aeronave partiu do Aeródromo Rodrigues, em Nova Odessa, mas caiu logo em seguida, na Avenida Campos do Jordão, no Parque Novo Mundo, em Americana. William, que era morador de Capivari, estava sozinho no ultraleve. Após a queda, o helicóptero Águia, da Polícia Militar, chegou a ser acionado, mas o jovem morreu no local.

Segundo nota enviada pela FAB (Força Aérea Brasileira), o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está realizando a coleta inicial dos dados, primeiro passo no processo de investigação.

A apuração de acidentes aeronáuticos utiliza-se da comparação do que foi encontrado no acidente com o que era previsto nos requisitos de certificação, os quais estabelecem os padrões mínimos aceitáveis de segurança de voo para determinada aeronave.

Liberal Motors – BC
Revista L – BC.1

Segundo o Cenipa, como o ultraleve é uma aeronave experimental e não certificada, não há requisitos, o que torna o voo um risco corrido pelo próprio piloto. “O trabalho da investigação pode ser comprometido pela impossibilidade de comparar o que de fato foi realizado com o que seria previsto”, informou o órgão.