Simpósio destaca projeto feito pela Unimed

"Projeto Nascer" dá informações sobre o parto adequado e colhe resultados positivos: 40% das mães optaram pelo parto normal nos últimos 3 anos


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Ana Lúcia Beretta Rossi aponta os números positivos alcançados no Hospital da Unimed

Subiu de 9% para 40% o total de gestantes atendidas pelo Hospital Unimed Americana/Santa Bárbara que buscam o parto normal nos últimos três anos, graças a implantação de uma metodologia que incentiva o trabalho de parto, números que estão sendo muito comemorados pelos gestores do “Projeto Nascer – Ação de Todos”, desenvolvido pela unidade de saúde.

Segundo a gestora do programa, Ana Lúcia Beretta Rossi, o principal objetivo é empoderar as mães e oferecer informações. “Cesárea para quem precisa de cesárea, e parto normal para quem precisa do normal. Nós queremos dar informação e conscientizar as mães e familiares, para que eles escolham qual parto é melhor para elas (gestantes), munidas de todo apoio”, comentou a gestora.

A Unimed Americana/Santa Bárbara, inclusive, promoveu na quarta-feira um simpósio sobre o parto adequado, metodologia que desde abril está sendo apoiado pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), aqui e em outros 41 hospitais de todo o País.

A pediatra e diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira, aproveitou a ocasião para anunciar a segunda fase do projeto, com inscrições abertas a 150 hospitais públicos e particulares. “É um caminho sem volta a introdução deste método. A vantagem para as instituições é justamente contar com todo apoio, compartilhamento de experiências boas e ruins, para que possam fazer a transformação”, afirmou Ana.

Baseado em uma metodologia criada por um instituto norte-americano de melhorias nos cuidados a saúde, o IHI, as mudanças que foram feitas no Hospital Unimed/Americana por conta do programa “Nascer-Ação de Todos” passam desde a inclusão de doulas no acompanhamento das gestantes, bem como o incentivo a não utilização de remédios para dor e sim, aplicação de massagens, caminhadas, duchas e outros métodos, o chamado “Pré-Natal Ativo”.

“A maior dificuldade foi mudar a cultura de todos os envolvidos no parto, desde o binômio mãe e bebê, até equipe médica, enfermeiros e familiares”, relatou a gestora. Atualmente, 70 gestantes fazem o pré-natal no hospital e participam semanalmente de uma roda de conversas com a equipe médica, bem como com outras gestantes.

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Revista L – BC.1