Setor industrial de Americana e SB fecham 210 vagas em agosto

Para diretor regional do Ciesp, número não é 'muito preocupante' e reflete a incerteza política


As indústrias da região de Americana e Santa Bárbara d’Oeste fecharam em agosto 210 vagas de emprego. O balanço foi feito pelo Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), levando em consideração a comparação com os números do mesmo período do ano passado. Além dos dois municípios, envolvem a região as empresas localizadas em Nova Odessa e Cosmópolis. O recuo percentual com relação ao mês passado é de aproximadamente 0,5%, sendo 200 vagas encerradas na regional de Americana e 10 na unidade barbarense.

Para o diretor regional do Ciesp de Americana, Carlos Frederico Faé, o resultado não é muito preocupante e reflete um reajuste natural no nível de emprego. “Isto também é fruto ainda da incerteza política que vivemos. Isto influencia porque as grandes empresas estão prorrogando investimentos para um momento mais seguro e as pequenas e médias sofrem o impacto quando representam importantes fornecedores de máquinas e matéria-prima para as grandes”, explicou.

Os setores que mais encerraram vagas e foram responsáveis pelo índice são a de produtos alimentícios, equipamentos de informática e eletrônicos, além do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos. Mais especificamente em Santa Bárbara d’Oeste, o recuo foi maior no setor de bebidas e metalurgia. “Vínhamos de uma leve alta, uma certa estabilidade, mas sabemos que o mercado ainda não está aquecido. Espero que as mudanças políticas ajudem e ajustem estes números”, ponderou Faé, fazendo alusão aos resultados do primeiro semestre deste ano.

Em julho, o LIBERAL mostrou que no acumulado do primeiro semestre de 2017 em comparação com o mesmo período de 2016, as duas regionais tiveram um saldo positivo de 2,2 mil vagas. Na época os empresários aguardavam os impactos da delação premiada de Joesley Batista, que denunciou o envolvimento do presidente Michel Temer (PMDB) em esquemas de corrupção, antes de prospectar os resultados para o segundo semestre.

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