Repasses na NFP para região somam R$ 11 milhões

Valor é R$ 424 mil a mais do que o que foi destinado para as pessoas físicas, condomínios e entidades sociais em outubro de 2016


Os repasses liberados para a RPT (Região do Polo Têxtil) através do programa estadual Nota Fiscal Paulista ultrapassaram os R$ 11 milhões para este segundo semestre. O valor é R$ 424 mil a mais do que o que foi destinado às pessoas físicas, condomínios e entidades sociais em outubro de 2016. É também R$ 1,6 milhão maior do que o liberado pela Secretaria Estadual da Fazenda em abril deste ano.

O dinheiro, que foi disponibilizado nesta terça-feira, corresponde as compras realizadas no segundo semestre de 2016 na região e pode ser recuperado através de transferência para a conta corrente ou utilizado para abatimento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículo Automotor). Neste caso é preciso solicitar a opção no site até o dia 31 e o veículo deve estar no nome do usuário cadastrado no programa.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Dinheiro disponibilizado corresponde às
compras realizadas no segundo semestre de 2016

Ao contrário das pessoas físicas, no entanto, as entidades da RPT estão amargando uma queda nas doações com relação ao ano passado, de quase 6%. Americana e Santa Bárbara d’Oeste, as duas cidades da região que historicamente mais recebem doações através do programa, deixaram de arrecadar juntas, cerca de R$ 104 mil este ano. No lado contrário, Hortolândia, Nova Odessa e Sumaré fizeram seus montantes aumentarem R$ 40 mil neste segundo semestre.

A coordenadora da Sofic (Sociedade de Filantropia Comunitária) de Sumaré, Erica Michelin, diz que este ano as arrecadações subiram R$ 9 mil. A Sofic recolhe notas fiscais paulistas para 11 diferentes entidades do município e após a liberação da Secretaria da Fazenda realiza um rateio entre as organizações do valor arrecadado no semestre. “É uma boa notícia os repasses terem aumentado em Sumaré. Mil reais a mais para cada uma dessas entidades representam muito, ainda mais numa situação difícil que vínhamos tendo, com queda nos últimos anos”, pontuou. “Nosso único medo são as alterações do programa para o ano que vem que podem voltar a baixar esta arrecadação”, comentou.

MUDANÇA
Para 2018 as pessoas que quiserem fazer doações através do programa terão que utilizar um aplicativo que fotografa as notas fiscais sem CPF e direciona virtualmente o documento para as entidades cadastradas, abolindo assim as urnas de recolhimento. Em nota, a Secretaria da Fazenda defende que este modo é mais acessível e ampliará o teto das doações, extinguindo o limite de 7,5% do valor total da nota.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!