Recuperação prevê a união de prefeituras e empresas

Lançamento do programa de recuperação do Ribeirão Quilombo começou nesta terça-feira em Nova Odessa e atividades serão divididas em três ações


O projeto de recuperação do Ribeirão Quilombo, lançado nesta terça-feira em Nova Odessa, prevê o engajamento de prefeituras e empresas na recomposição ciliar, construção de pequenos reservatórios para a contenção de cheias, e no aprimoramento de tratamento de resíduos urbanos. Em dez anos, por exemplo, vai ser realizado o cultivo de 280 mil mudas nativas nas margens, e a instalação de 11 piscinões, que têm o objetivo de impedir alagamentos nas zonas urbanas. Juntas, as duas ações vão consumir R$ 165 milhões em recursos, que serão partilhados por agentes da própria sociedade civil.

Uma terceira ação, orçada em outros R$ 150 milhões, prevê a modernização dos equipamentos e dos sistemas que coletam e tratam efluentes industriais e domésticos. O tratamento secundário dos resíduos, usados basicamente por todas as estações de tratamento de esgoto, devem gradativamente ganhar membranas de alta capacidade de filtração para a remoção de nutrientes e até metais pesados. Com todas as ações conjugadas, o consórcio prevê que o Quilombo pode ter água adequada para consumo dentro de duas décadas.

Foto: Prefeitura de N.Odessa / Divulgação
Autoridades e alunos da Emef Paulo Azenha participaram do lançamento das ações de recuperação

A execução do projeto vai depender do planejamento de cada um dos seis municípios que integram a sub-bacia. O prefeito de Nova Odessa (e presidente do Consórcio PCJ), Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB), explicou como os recursos serão captados. Segundo ele, cada empreendimento imobiliário lançado, por exemplo, deverá cumprir um termo de compensação ambiental, assumindo o reflorestamento de um trecho determinado. E cada piscinão será custeado com recursos públicos e privados, a partir de parcerias. “Eu nadava e pescava no ribeirão. O envolvimento da comunidade vai salvar o Quilombo”, disse.

Para Francisco Lahoz, secretário-executivo do consórcio, a recuperação do Quilombo não é utopia. “Há muitos casos em que recursos disponíveis não são liberados porque falta um projeto. Nossa ideia é fazer uma radiografia das necessidades e carências de cada cidade e, a partir daí, intermediar a busca por verbas. Basta planejamento”, afirmou.

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