Programa economiza R$ 240 mil em energia

Mais de mil famílias de três municípios da Região do Polo Têxtil receberam lâmpadas LED, chuveiros e aquecedores ao longo de 2016


A CPFL Paulista, concessionária responsável pela distribuição de energia para os municípios da RPT (Região do Polo Têxtil), investiu pouco mais de R$ 1 milhão em 2016 no projeto “Comunidades Eficientes”, voltado à redução de energia elétrica. Aproximadamente 1,1 mil famílias de Americana, Santa Bárbara e Sumaré receberam equipamentos como chuveiros, aquecedores e lâmpadas LED que devem fazer diferença na conta no final do mês. Os itens devem gerar, no prazo de um ano, uma economia superior a R$ 240 mil e 536 MWh, o suficiente para abastecer 223 imóveis por 12 meses.

O projeto contra com supervisão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Os investimentos em equipamentos sustentáveis para famílias de baixa renda foram de R$ 1,1 milhão em 2016 e visam a substituição de aparelhos ineficientes por modelos mais modernos e econômicos. A lâmpada LED foi a “campeã” em trocas, com 1.524 unidades distribuídas na RPT, sendo três para cada família. Em segundo lugar aparecem os aquecedores solares, com a doação de 386 unidades. Na região, a cidade que recebeu mais atenção da companhia foi Santa Bárbara, que, sozinha concentrou R$ 732 mil dos recursos para a compra de mais de mil aparelhos.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal
Segundo a CPFL, troca na RPT evitou a emissão de 284 toneladas de dióxido de carbono

DIFERENÇA. Morando com as quatro filhas em uma casa do bairro Cidade Jardim, em Americana, Alcina Aparecida dos Silva foi uma das primeiras a se beneficiar do projeto. “Estou há quase um ano com um aquecedor para o chuveiro. Faz muita diferença. Minha conta já chegou a custar quase R$ 200. Hoje não chega a R$ 130”, revelou. Com pouco mais de R$ 800 a mais no bolso por conta da economia na conta de energia, ela comemora a chegada do aparelho. “Eles (concessionária) vieram fazer algumas vistorias, até a gente ganhar o aquecedor. Mas deu tudo certo, ainda bem”, finalizou.

Além da economia para as famílias, a concessionária de energia diz que a principal vantagem da substituição dos produtos é o impacto no meio ambiente. Somente na RPT, as doações evitam a emissão de 284 toneladas de dióxido de carbono. Para efeito de comparação, isso equivale ao plantio de 1.709 novas árvores. Em todo o Interior paulista, onde a CPFL fez doações do mesmo tipo em 42 municípios, o impacto ainda é maior: são 10 mil toneladas de dióxido preservando mais de 60 mil árvores, garante a concessionária.

“A intenção deste programa é justamente postergar a construção de usinas e outros métodos de captação de energia, por conta do aumento no consumo”, explicou o engenheiro de assistência energética da CPFL, Cristian Sippel. “Os recursos para este programa são recolhidos na conta de todos os contribuintes, uma porcentagem desta tarifa é dedicada a este projeto”, pontuou.

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