Preço de material escolar apresenta variação de 131%

Diferenças de valores são observadas de loja para loja; especialista pede para não comprar tudo em um só lugar


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Lei da oferta e da procura é quem define os valores das mercadorias

Uma compra de materiais escolares pode ter 131,37% de variação de preço em Americana, conforme levantamento realizado pelo LIBERAL. O educador financeiro Eduardo Felipini destacou que os pais não precisam adquirir tudo em uma loja só. A reportagem coletou o preço mais baixo de cinco estabelecimentos para 11 produtos: lápis, borracha, apontador, caneta transparente azul ou preta, caderno brochura grande com capa dura e 96 folhas, caixa de lápis de cor com 12 cores, régua de 30 centímetros, tesoura sem ponta, cola bastão, pasta de elástico transparente e estojo.

Com base em todos os valores obtidos, a lista mais barata custaria R$ 20,40, enquanto a mais cara somaria R$ 47,20. “Varia muito de loja para loja, vindo até com algumas diferenças absurdas”, declarou Felipini.

Proprietário de uma papelaria no Jardim Ipiranga, Lucas Leoncine apontou que a “lei da oferta e da procura” é quem define os valores. “Se você tem algum item que está todo mundo procurando e ele acaba aí fica difícil de encontrá-lo e vai subindo esse preço. O próprio fornecedor repassa este aumento para a gente”, relatou.

O especialista recomenda que os pais pesquisem o preço dos materiais antes de comprá-los, tanto na internet como nas lojas, e não levem os filhos aos estabelecimentos no momento da compra.

“Ele vai querer sempre o que os amiguinhos têm. Então, conversar bem com ele, mostrar o valor, colocá-lo a par da situação familiar. Que ele participe do orçamento da família. Com a própria mesada dele, ele pode guardar um valor para ajudar os pais na compra do material”, comentou.

OPÇÕES. A veterinária Sibila Weidman, de 32 anos, foi às compras nesta sexta-feira, junto de seu filho, de 9 anos. Ela afirmou que sempre em consideração a qualidade do produto. “Seguimos a lista de materiais e vamos pela marca conhecida, mesmo que seja mais cara acaba valendo a pena. Porque, às vezes, você compra um lápis inferior, aí quebra durante o ano e você tem de comprar de novo”, ressaltou.

A doméstica Adriana Ferras Nevez, de 44 anos, contou que prioriza as melhores marcas conforme a característica do item. “Se for lápis, tintas, escolho mais a marca melhor mesmo. Mas, quanto ao papel, costumo pegar o de preço mediano”, destacou a mulher, que comprou materiais com as duas filhas, de 7 e 12 anos, também nesta sexta.

Leoncine mencionou que as vendas neste ano estão 15% maiores do que no mesmo período de 2017, o que está dentro da meta do estabelecimento. Segundo ele, desta vez, mais consumidores voltaram a antecipar as compras para dezembro. “Antes dessa crise, os pais antecipavam mais em dezembro”, salientou.

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