Petrobras reduz preço, mas não chega aos postos

Estatal divulgou quatro quedas de preço durante o período de 7 dias, mas consumidores ainda não sentem o resultado nas bombas


Apesar de sucessivos anúncios de redução no preço da gasolina, os motoristas ainda não veem isso na prática. Também não há previsão para que a diminuição ocorra, segundo representantes de postos de combustível. Nos últimos sete dias, a Petrobras divulgou quatro quedas: 3,8% na sexta-feira, 1,4% no sábado, 2,6% na segunda-feira e 0,1% na quarta-feira.

O presidente do Recap (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região), Flavio Martini de Souza Campos, afirmou que a redução pode nem acontecer. “Não existe regra, é um mercado livre. Pode subir, pode não subir”, comentou. No entanto, ele apontou que, “normalmente”, o valor nos postos acompanha as reduções anunciadas pela estatal.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Preço da gasolina ainda não sofreu redução

A comerciante Adriana Meffe, de 47 anos, disse não acreditar que o preço diminuirá nas bombas de combustível. “Acho que é mais ilusório”, ressaltou. Ela apontou que tem sofrido com o valor atual da gasolina.

“O meu (carro) é gasolina só, não é flex. Uso bastante o veículo e senti bastante”, declarou.
Na região, existem postos onde o preço por litro chegou a R$ 3,99. Em um estabelecimento no Centro de Americana, a gasolina passou para este valor após aumento de R$ 0,10, de acordo com Guilherme Ferreira, de 23 anos, representante do local.

Ele apontou que a variação depende da refinaria. “Se a gente fizer um pedido hoje, daqui dois dias o produto vai chegar. Não é no ato. É difícil falar quando vai reduzir, porque depende deles. Eles reduzindo, a gente reduz também. Nunca eles vão diminuir e a gente vai deixar alto”, salientou.

Gerente de um posto no Jardim Pérola, Santa Bárbara d’Oeste, Palmirene Oliveira, de 37 anos, contou que já tem sido procurada por consumidores sobre a redução. “Ainda não nos passaram nada. Igual você está falando, algumas pessoas já vieram me procurar”, ressaltou.

Flavio Martini informou que, normalmente, as quedas ocorrem entre uma semana e dez dias após o anúncio da Petrobras. “Demora. Isso daí é na refinaria, tem de passar pela distribuidora, a distribuidora passar para o posto. Não é uma coisa instantânea”, destacou.

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