Justiça aceita denúncia por morte de ciclistas

MP denunciou Hyoran Gabriel Alves de Oliveira por duplo homicídio qualificado por ter atropelado e matado Diogo Cia de Faria e Marcio José Bechis


O juiz da 1ª Vara Criminal de Limeira, Rogério Danna Chaib, aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público da cidade contra o técnico em informática Hyoran Gabriel Alves de Oliveira, de 20 anos, que atropelou no dia 16 de julho os ciclistas Diogo Cia de Faria e Márcio José Bechis, na Rodovia dos Bandeirantes.

O promotor de Justiça, Jonas Maniezo Moyses, denunciou na semana passada o motorista por homicídio duplo qualificado, por motivo fútil e sem que as vítimas tivessem tido a chance de se defender.

Agora, a pedido do magistrado, Oliveira deve enviar sua defesa por escrito, até o dia 19, respondendo as acusações feitas pelo promotor. O juiz também pediu os laudos necroscópicos das vítimas para dar seguimento ao processo. Oliveira está preso preventivamente no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Piracicaba desde o dia 17.

Foto: Lucas Claro / rapidonoar.com.br
Dois ciclistas foram atingidos pelo motorista na manhã do dia 16 de julho e morreram

O advogado do réu, Reginaldo Dias, em entrevista ao LIBERAL nesta quarta-feira, afirmou que as colocações feitas pelo Ministério Público foram “absurdas” e que as vítimas também assumiram o risco de vida ao transitar pelo acostamento da rodovia.

“Não há legislação específica que abrigue a condição de bicicletas transitando em acostamento. A gente sabe muito bem que o acostamento é um local destinado à parada momentânea e de emergência. Cada um assumiu a sua parcela de risco, ainda mais numa rodovia movimentada como esta”, declarou.

“O que aconteceu foi gravíssimo. Não tem nem que entrar nesse mérito. Só que o Hyoran precisa responder de acordo com a legislação penal e de trânsito e não de acordo com o calor público”, defendeu o advogado.

Em seus apontamentos o promotor disse que o teste do etilômetro (bafômetro) mostrou que Oliveira dirigia com 0,92 miligramas de álcool por litro de ar expelido e sem possuir carteira de habilitação.

“Além de assumir o risco de causar grave acidente, com a consequente morte e/ou ferimentos em terceiros, pouco se importou com o resultado que sua conduta poderia gerar”, escreveu o promotor Moyses.

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