Indústria regional abriu 300 vagas em setembro

A Diretoria Regional de Americana teve o segundo melhor mês do ano, com a contratação de 250 postos de trabalho


A indústria regional abriu 300 novas vagas em setembro, segundo o levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Depecon (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). A Diretoria Regional de Americana teve, inclusive, o segundo melhor mês do ano, com crescimento de 0,77% nas contratações, o equivalente a 250 postos de trabalho. Contudo, especialistas alertam que o resultado ainda é muito tímido para ser visto com otimismo.

A melhora na regional de Americana, que compreende ainda Nova Odessa e Cosmópolis, foi influenciada pelos setores têxtil (2,16%) e de produção de alimentos (1,25%). Resultado superior ao de setembro foi registrado apenas em março, quando a variação positiva ficou em 0,85%.

Na Diretoria de Santa Bárbara, o índice também ficou positivo (0,33%), o que representa cerca de 50 empregos. O resultado foi influenciado pela indústria de produtos de metal (3,74%) e têxtil (0,65%). No acumulado do ano, as duas regionais somam 2,8 mil demissões. A indústria paulista demitiu cerca de 11,5 mil trabalhadores no mês passado, fechando o trimestre com uma perda de 29 mil vagas.

Coordenadora da Regional do Ciesp de Americana, Silvia Boaventura Catto creditou as contratações a uma reposição de funcionários que haviam sido demitidos. “Na região de Americana pode ter dado um nível elevado por conta de algumas contratações, pela melhora discreta que está tendo na economia. Mas a gente ainda está com uma crise de desemprego sim. Temos algumas promessas de futuras instalações de indústrias, mas ainda temos um nível alto de desemprego na região. Minha avaliação é que a melhora ainda é discreta”.

Já o economista e professor da Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Americana, Marcos de Carvalho Dias, não acredita que o resultado esteja ligado a qualquer melhora na economia. Para ele, a recuperação do setor ainda deve levar pelo menos um ano. “Me parece que a indústria chegou no fundo do poço e agora deve ter começado a estabilizar”, destacou.