Exportações aumentam 53,5% em cinco meses

O cenário, na análise de economistas, consegue ser positivo e indica uma ligeira recuperação das vendas para a região


As exportações na RPT (Região do Polo Têxtil) aumentaram 53,5% de janeiro a maio deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Apesar da melhora considerável de um ano para o outro, a região segue com déficit na balança comercial na casa dos US$ 339 milhões e o índice de 2017 fica próximo do registrado nos primeiros cinco meses de 2015. O cenário, na análise de economistas, consegue ser positivo e indica uma recuperação da economia.

O déficit na balança comercial aponta, em outras palavras, que a região está importando mais do que exportando, e quanto o cenário for inverso será melhor. Mesmo diante deste cenário, a situação parece apresentar recuperação, já que nos primeiros cinco meses do ano passado a diferença era de US$ 393 milhões, e em 2015 foi ainda pior: US$ 633 milhões.

A diminuição do déficit neste ano se deu, principalmente, pelo aumento nas exportações, sobretudo no setor automotivo em Sumaré, que arrasta a região para cima ao exportar, sozinho, US$ 51,9 milhões. Conforme os dados da balança, a RPT exportou até maio de 2017 US$ 366 milhões, ante US$ 238 milhões no ano passado. A ressalva sobre esse aumento se dá diante dos números dos cinco primeiros meses de 2015, quando a região exportou US$ 305 milhões.

Foto: Divulgação
Segmento em Sumaré responde diretamente pelo crescimento das exportações de veículos

Para economistas, o comparativo envolvendo os três anos para não revela crescimento, mas mostra uma ligeira recuperação. O professor de economia e coordenador do Banco de Dados Socioeconômicos da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba), Francisco Crocomo, explicou que a recuperação é do mercado externo, mas para reduzir o déficit é necessário que ocorra a estabilidade no mercado interno e isso depende da crise política.

“As exportações estão segurando a economia brasileira. É de se esperar déficit porque a economia interna segue devagar”, afirmou o professor. Ele disse ainda que o setor automobilístico tem ajudado a economia nacional. “Ele teve uma melhora significativa, principalmente por conta da Argentina, que importou bastante”, afirmou.

Para o doutor em economia e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), Paulo Ferreira Barbosa, a estabilidade do dólar também ajuda nas estatísticas. “A moeda não está nem valorizando, nem desvalorizando. Com isso, o preço nosso talvez seja mais competitivo que outros mercados”, disse. O professor ponderou, entretanto, que se trata apenas de uma recuperação. “Mesmo subindo 53%, que obviamente é louvável, ainda não voltou ao patamar de 2015”, disse.

Notícias sobre a região, Brasil e o mundo em um clique. Receba nossa newsletter