Conta de energia elétrica pode ter reajuste de 15,15%

A revisão nos valores cobrados pela CPFL Paulista, que ainda depende de aprovação, valeria a partir de 8 de abril


A proposta para aumento médio de 15,15% nas contas da CPFL Paulista superou as expectativas da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana). Segundo o diretor Thiago Pietrobom, a previsão mais “pessimista” da entidade era de 9%. Ele afirmou que o reajuste impactará nos preços dos produtos e serviços.

Conforme o LIBERAL noticiou no dia 23, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) propôs reajustes de 15,77% em tarifas residenciais e de 14,06% para consumidores conectados em alta tensão. A revisão, que ainda depende de aprovação, valeria a partir de 8 de abril.

“É mais alto do que estava sendo previsto. A gente já sabia que a energia viria com um reajuste acima da inflação, mas não esperava que iria passar de dois dígitos”, declarou Pietrobom, coordenador do Desae (Departamento Empresarial de Sustentabilidade Ambiental e Energética).

De acordo com ele, o acréscimo terá influência sobre toda a cadeia comercial. O diretor apontou que o custo da produção vai subir. Assim, também haveria aumento no valor do produto quando comprado pelos estabelecimentos comerciais. Consequentemente, as lojas venderiam suas mercadorias aos consumidores por um preço maior.

“Todo e qualquer segmento, seja de comércio, serviço e indústria, acaba dependendo de energia direta ou indiretamente. Se não impactar na própria operação do empreendimento, vai impactar na cadeia. As coisas acabam chegando mais caras. O reajuste de energia é impactante sobre todos os preços ali”, disse.

O reajuste é referente ao quarto ciclo de revisão tarifária da CPFL Paulista, procedimento que ocorre a cada quatro anos. A Aneel comunicou que os percentuais podem mudar ao longo do processo. Os índices finais deverão ser aprovados pela diretoria da Agência em 3 de abril, em reunião.

As propostas estão em audiência pública. No dia28 de fevereiro haverá uma sessão presencial em Campinas, no auditório do Ciesp (Centro de Indústrias do Estado de São Paulo). “Basicamente são analisados os custos e receitas da distribuidora. O que mais impactou para este índice foram os custos com aquisição de energia e o pagamento de encargos setoriais previstos em lei”, informou a Aneel.

Pietrobom destacou que, em razão dos reajustes, o setor empresarial deve buscar economia e eficiência no uso da energia elétrica. “A Acia tem, no seu quadro, uma diretoria que trabalha só com essa parte de sustentabilidade e eficiência energética”, disse.

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