Atividades da ‘Operação Verão’ terão foco na integração

A previsão de chuvas em Santa Bárbara é de 800 milímetros nos quatro meses, um volume considerado bastante alto para o período


As cidades do Estado de São Paulo iniciam nesta quinta-feira, até o fim de março do ano que vem, a chamada “Operação Verão”, voltada à aplicação de um conjunto de ações preventivas e de resposta e recuperação frente aos eventos naturais ocasionados pelo período de chuvas intensas. Na RPT (Região do Polo Têxtil), o foco será nas ações integradas entre a Defesa Civil e as outras secretarias de cada cidade.

Em Santa Bárbara d’Oeste, por exemplo, o Executivo anunciou a criação do Planejamento Intersetorial e do Comitê de Crise, ambos com o objetivo de dar uma resposta rápida em caso de ocorrências. A cidade foi uma das que mais sofreu com as enchentes no ano passado e no início de 2016. O objetivo agora, segundo o secretário de Segurança e Defesa Civil, Rômulo Gobbi, é tentar evitar os problemas e agir mais rápido caso eles ocorram.

Foto: Dener Chimeli / O Liberal
Secretário de Santa Bárbara disse que as cidades devem estar preparadas para as chuvas

“Numa ocorrência, a Defesa Civil vai recolher as informações e determinar o que cada secretaria irá fazer. A Defesa Civil terá a responsabilidade de traçar as prioridades”, explicou. A previsão de chuvas no município é de 800 milímetros nos quatro meses, um volume bastante alto, que supera a metade do acumulado deste ano. Também por isso, o secretário não descartou a possibilidade de alagamentos, mesmo com as ações realizadas pela prefeitura durante o ano de desassoreamento do Ribeirão dos Toledos e limpeza de bueiros.

Nova Odessa também aposta na união entre as pastas para gerenciar o problema. A cidade sofreu com alagamentos e informou que realiza, diariamente, o monitoramento da cabeceira do Ribeirão Quilombo e também das áreas alagadiças. “Em caso de situações como enchentes, por exemplo, existe um plano de contingenciamento em que é acionado um grupo com pessoas dos mais diversos setores da prefeitura (Garagem, Meio Ambiente, Saúde, Obras) para auxiliar nas ações”, informou o Executivo em nota.

O secretário barbarense informou ainda que tentará firmar parcerias com a Defesa Civil das cidades próximas para que haja colaboração em caso de ocorrências. “A região toda sofreu muito ano passado e Defesas da região não se ajudaram”, contou. Neste ano, todas as equipes passaram por treinamento coletivo para preparação para a Operação Verão e isso pode auxiliar na proposta de Gobbi.
Em Americana, os pontos considerados críticos são a extensão do Ribeirão Quilombo, a rotatória próxima à rodoviária e o cruzamento da Avenida Brasil com a Rua das Paineiras. “Quando as chuvas se tornam mais intensas é realizado um monitoramento constante e, na iminência de enchentes ou transbordamentos, a população local é avisada dos riscos”, informou a prefeitura em nota.
Hortolândia informou que mapeou as áreas de risco e que faz o monitoramento. O município apostou em obras de drenagem e na construção de reservatórios para armazenar água da chuva para evitar enchentes. Sumaré informou que as ações ainda estão sendo definidas.