Agência lança projeto para melhorar atendimento oncológico

Objetivo é que os planos de saúde adotem medidas para agilizar diagnóstico e o tratamento; Rede Feminina de Santa Bárbara comenta proposta


Dificuldade de acesso ao diagnóstico e demora no tratamento são os principais entraves enfrentados por pacientes com câncer. “Temos falta de acesso ao diagnóstico, fila para exames e baixa oferta de médicos”, afirma Carla Eliana Bueno, superintendente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Santa Bárbara d’Oeste.

“No País, a gente não sabe o que é pior, se é o acesso ao diagnóstico ou, se depois do resultado, o acesso ao tratamento”, enfatiza.

É pensando em alterar esse cenário que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) vai propor para os planos de saúde um novo modelo de atendimento aos pacientes com câncer.

Foto: Edson Lopes Jr./ GESP
Apenas neste ano, a estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é que sejam diagnosticados 596 mil casos da doença

Chamado de OncoRede, o projeto será lançado nesta quarta-feira (5). O objetivo é que os hospitais e clínicas adotem medidas para corrigir as falhas e organizar novas ações dentro da rede particular para que possa acelerar os diagnósticos e os tratamentos.

Apenas neste ano, a estimativa do Inca (Instituto Nacional do Câncer) é que sejam diagnosticados 596 mil casos da doença. “Hoje, existem casos que você consegue uma consulta a longo prazo, aí tem outra fila para os exames e ainda pode acontecer de ter dificuldade no retorno ao especialista. Quando você pensa em cura você tem que pensar em diagnóstico e acesso ao tratamento”, exemplifica.

O projeto OncoRede funcionará inicialmente como teste e os planos de saúde não serão obrigados a adotar as medidas, sendo que a adesão será voluntária. “Quando você diz que os planos não serão obrigados, então não estão pensando na gravidade da situação para que se invista em políticas públicas para que melhore e facilite para todas as partes”, destaca.

Confira algumas das mudanças propostas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar)
– Hospitais, clínicas e laboratórios devem identificar laudos e enviar alerta para entrega dos diagnósticos;
– Entregar todos os exames juntos, para facilitar o diagnóstico;
– Ter informações compartilhadas entre pacientes e equipe de saúde;
– As decisões sobre o tratamento do paciente devem ser tomadas por equipes multiprofissionais;
– Um profissional monitorá o paciente assim que der entrada no sistema de saúde.

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