Suspeito de matar PM é apontado como chefe do tráfico

Policial João Eduardo do Prado foi morto na manhã desta segunda-feira, em Hortolândia, após abordar menor que vendia drogas no Jardim Campos Verdes


Foto: Divulgação
O cabo da PM foi enterrado em Tapiratiba, sua cidade natal

A morte do cabo da Polícia Militar João Eduardo do Prado, de 36 anos, na manhã desta segunda-feira (4), em Hortolândia, aconteceu momentos depois dele abordar um adolescente de 14 anos e dizer que não queria o menor vendendo entorpecentes na região do Jardim Campos Verdes. O garoto contou o ocorrido para o “chefe” do tráfico naquela área e, por entender que o policial estava atrapalhando o comércio de drogas no bairro, ele o matou.

O crime aconteceu em um bar na Rua Pedro Pereira dos Santos – antiga 7 –, no Jardim Campos Verdes. O cabo estava de folga e abordou o adolescente dentro do estabelecimento. O menor deixou o local e momentos depois um rapaz entrou no bar e disparou três tiros contra o policial.

Imagens de câmera de segurança do comércio vizinho ao estabelecimento mostram o momento da fuga do suspeito. Por meio da filmagem é possível ver que um homem armado chega de carro ao bar onde estava o PM e, em seguida, foge após efetuar os disparos.

O dono do estabelecimento disse que o autor entrou, foi na direção do policial e atirou. O cabo tentou revidar, sem sucesso. O suspeito correu e fugiu em um Gol de cor azul que o aguardava na esquina. O PM chegou a ser socorrido com vida ao Hospital Mário Covas, mas não resistiu aos ferimentos.

Prisão

Policiais militares localizaram o adolescente que havia se desentendido com a vítima e ele acabou confessando ter contado da abordagem para o “chefe” do tráfico naquela região. O menor disse ainda que trabalha para o acusado como “olheiro” e que o carro usado na fuga era dirigido por um rapaz conhecido como Cocão.

Cocão foi preso em um apartamento na Vila São Pedro. Trata-se de um ajudante geral de 25 anos. Ele confessou o envolvimento na morte do policial, disse que emprestou a arma para o autor e mostrou a lagoa onde havia jogado o revólver. O acusado pelo homicídio fugiu pela janela do apartamento onde estava Cocão.

As imagens das câmeras de segurança do comércio vizinho ao bar mostraram ainda o envolvimento de um servente de 24 anos no crime. Ele trabalhava como ajudante no estabelecimento onde o policial estava e foi visto conversando com o autor dos disparos minutos antes do homicídio.

Tanto o ajudante geral como o servente foram autuados em flagrante por homicídio pelo delegado Luis Antonio Loureiro Nista. O menor também foi apreendido e seria apresentado na Vara da Infância e Juventude. O “chefe” do tráfico segue foragido.

O policial foi enterrado em Tapiratiba, sua cidade natal. Ele deixa a mulher e um filho de 2 anos.

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