Plano Diretor mira o futuro para estimular crescimento

Projeto de moradia já passa por mudanças para a cidade resolver problema de mobilidade urbana


Sendo Hortolândia um município de destaque no setor industrial, é hora de deixar o estigma de cidade-dormitório e transformar a população flutuante em cidadãos fixos e consumidores do comércio hortolandense. O primeiro passo para a mudança foi implantar um novo Plano Diretor que, este ano passa por revisão junto ao Código de Obras e as leis de ocupação do solo e dos “corredores de verticalização”.

“É preciso revisar as leis para estimular o crescimento real da cidade”, frisa o secretário de Planejamento Urbano e Gestão Estratégica, Carlos Roberto Prataviera, responsável pela revisão. “O Plano Diretor divide a cidade em zonas para estimular o crescimento ordenado da cidade, mas da forma como está hoje, ele pode engessar esse processo ”, completa.

Prataviera sugere “afrouxar” a lei que permite a construção de prédios apenas às margens das principais avenidas da cidade. A ideia é que, além desses “corredores”, como são chamadas as vias no Plano, prédios residenciais e comerciais possam ser construídos em outras as áreas da cidade, desde que observadas a regra que define a altura do empreendimento: quatro, seis e oito andares, dependendo do bairro.

Foto: Divulgação
Plano Diretor foca no setor imobiliário e favorece o crescimento vertical; na foto, condomínios do Programa Minha Casa, Minha Vida, no Jd. Minda

Com essa mudança, é prevista ainda a alteração no zoneamento da cidade dando preferência aos lotes mistos. “Não vejo porque um bairro residencial não possa ter uma padaria, uma farmácia, algumas lojas. São facilidades muito bem vistas pelos moradores e que valorizam a área. E não só isso, irá desafogar o trânsito da cidade porque a pessoa não vai precisar sair do seu bairro para comprar pão, por exemplo”, explica o secretário.

A mobilidade urbana é um problema antigo em Hortolândia – é a única cidade da região com quatro núcleos distintos e distantes entre si. Para 2018, é esperado um investimento de R$ 120 milhões em obras de infraestrutura a fim de garantir o direito de ir e vir da população. As primeiras obras devem contemplar a Avenida Santana e região do Nova Europa e Centro.

“Também estamos mexendo no transporte público que hoje é subutilizado e tem choque de horários com as linhas intermunicipais que levam as pessoas para fora da cidade, o que não é muito interessante economicamente. Então interligamos algumas linhas e até o final do ano integraremos mais nove linhas ao transporte municipal”, explica o secretário.