Perugini anuncia diversos cortes e suspende calamidade

A principal medida na sua gestão foi no funcionalismo público, com a reorganização administrativa do Executivo em Hortolândia


O prefeito de Hortolândia, Angelo Perugini (PDT), suspendeu o decreto de calamidade financeira que ele havia publicado no início do ano e anunciou diversos cortes de gastos na administração no primeiro trimestre de governo. Segundo o chefe do Executivo, a medida foi necessária para que as dívidas da prefeitura pudessem ser contabilizadas e negociadas.

Nesta semana, a câmara aprovou o parcelamento de três débitos que somavam R$ 1,37 milhão, e segundo a prefeitura ainda R$ 9 milhões em dívidas serão negociadas e parceladas em breve.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, Perugini explicou que, agora, com as dívidas negociadas, não existe mais a necessidade do decreto.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Perugini explicou que redução de gastos vai gerar economia de R$ 15 milhões ao ano

“Fizemos o decreto e agora publicamos a suspensão. Nos primeiros dias de janeiro começaram a aparecer vários credores aqui na prefeitura apresentando várias despesas que a prefeitura teria feito e que era preciso quitar. A primeira questão era como fazer o pagamento do ponto de vista legal e qual era o valor real dessa dívida. Nós precisávamos saber o que realmente a prefeitura estava devendo porque eram várias licitações em andamento sendo questionadas pelo Tribunal de Contas. Não tínhamos outro mecanismo para nos defender do que fazer o decreto”, afirmou o prefeito.

De acordo com Perugini, a partir do decreto foi possível abrir um canal de negociações com esses credores “O objetivo sempre foi a redução dos valores e o parcelamento. E agora a gente conseguiu diminuir o impacto dessas dívidas, jogando para os anos seguintes”, afirmou o prefeito.

Cortes

Perugini informou também que nos primeiros 100 dias de governo conseguiu cortar diversos gastos na administração. A principal economia foi no funcionalismo público, com a reorganização administrativa do Executivo, com cortes de cargos e secretarias. Com essas medidas, por ano, a prefeitura gastará R$ 15 milhões a menos, segundo o prefeito.

Outras economias foram em aluguéis, com a unificação de algumas repartições e renegociações de contratos, diminuição de linhas telefônicas e carros alugados, que chegam a R$ 2,5 milhões a menos ao ano.

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