Aluna é agredida em sala de aula e família fala em negligência

Adolescente de 14 anos teria sido liberada pela escola sem assistência médica e registro de ocorrência; ela teve um dente quebrado e outros ferimentos


Uma estudante de 14 anos foi agredida nesta terça-feira (7), na Escola Estadual Euzébio Antônio Rodrigues, no Jardim Amanda, em Hortolândia. A adolescente foi atingida com uma carteira escolar por outro estudante, da mesma idade, dentro da sala de aula. A família da aluna acusa a direção da escola de negligência, por não terem prestado assistência após a agressão.

O caso aconteceu por volta das 18 horas. “Um jovem jogou um papel em outro rapaz, e este pensou que era ela. Ele pegou uma cadeira e jogou no rosto dela. Quebrou um dente dela, fez um corte profundo no lábio e um hematoma na cabeça”, contou o irmão da adolescente, Cristiano Francisco Moura.

Foto: Divulgação
Quebrou um dente dela, fez um corte profundo no lábio e um hematoma na cabeça, contou o irmão da adolescente

Segundo ele, após o acontecido, a estudante buscou ajuda na direção da escola mas foi ignorada e, sem qualquer assistência, voltou para casa sozinha. A direção não acionou o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e nem a polícia para atender a adolescente e registrar a ocorrência.

“O maior problema foi que eles não contataram nem eu, nem minha mãe, nem ninguém. Liberaram ela, e disseram que depois conversariam. Não chamaram a polícia nem nada. E se a minha irmã saísse e tivesse uma convulsão na rua?”, reclama Cristiano.

A mãe da adolescente, Laurita Francisca Moura, disse que ela nunca havia tido nenhum problema comportamental na escola antes. “Ela está psicologicamente abalada, não quer voltar para a escola, não quer mais ver o menino”, completou o irmão.

De acordo com Cristiano, os pais dos outros dois alunos se responsabilizaram a custear o tratamento dentário da adolescente.

A Diretoria Regional de Ensino foi questionada sobre o caso e informou que o aluno envolvido no caso foi suspenso e os responsáveis de todos os alunos envolvidos já participaram de uma reunião com a direção da escola. Afirmou ainda que “a escola prestou os primeiros atendimentos a aluna, que foi acompanhada pelo irmão até sua casa. A orientação da Diretoria de Ensino é de que a escola encaminhe casos deste tipo diretamente às unidades de saúde do bairro e acione a família. A Diretoria irá apurar a conduta da direção da escola, bem como reforçará a orientação com os gestores da unidade. A escola conta, ainda, com um professor-mediador, que trabalha ações de combate à violência e conversará com os alunos”.

 

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