Cidade prima pelo ecletismo na área de arte

A união de pessoas de diversas partes do Brasil trouxe a Hortolândia a característica de uma cidade culturalmente eclética


Foto: Reginaldo Prado / Prefeitura de Hortolândia
A antiga estação ferroviária de “Jacuba” é hoje o Centro de Memória de Hortolândia

A união de pessoas de diversas partes do Brasil, principalmente do Nordeste e Paraná, trouxe a Hortolândia a característica de uma cidade culturalmente eclética. Algo que move tanto a cultura brasileira, quanto a local, é a música, e conforme observa o secretário de Cultura, Esporte e Recreação, Francisco Raimundo da Silva. “Percebemos que há talentos aqui que produzem música no anonimato. A Cultura acaba, através das suas ações, identificando e potencializando artista das mais diversas áreas, mas com destaque e suporte para a música”.

Mas ele afirma que a pasta não se restringe as atividades musicais “Nossas formações culturais hoje também incluem diversas áreas, além da formação cultural profissionalizante na área de dança e arte dramática”, destaca Silva.

Foto: Divulgação
Formação multicultural trouxe influências variadas para a arte; na música há destaques do rap ao erudito

A cidade possui importantes e ativos espaços culturais, “praticamente novos em termos de estrutura”, como destaca o secretário. O Cemmh (Centro de Educação Musical Municipal de Hortolândia) atende, gratuitamente, mais de 300 jovens da cidade. Além das aulas de música, eles integram os grupos municipais Orquestra de Sopros Jovem de Hortolândia, Vibrasax, Turuntuntum, Da Campana Pra Fora, Sopro de Prata, Madeira Brasil, Fanfarra Municipal, Banda Experimental e Banda Municipal de Hortolândia.

Em 2015, foi inaugurado o Centro Cultural Inês Aparecida da Silva Afonso, que abriga a Escola de Artes Augusto Boal. A instituição promove cursos livres em diversas áreas, que visa atender principalmente a população do bairro onde está localizada, o Jardim Amanda, que possui cerca de 60 mil moradores, sendo um dos maiores bairros da América Latina.

A pasta tem planos de iniciar ainda este ano um projeto que contemplará a criação de quatro orquestras de viola. “O projeto terá como eixo os causos e modas da cultura caipira, até porque o causo é o que inspira a moda”. A ação deve ser instalada no Setor Cultural Arlindo Zadi, em fase de conclusão. “A nossa cidade, embora seja 98% urbana, sua população e suas famílias vieram de cantos do País carregando consigo toda uma cultura caipira e sertaneja, por isso não poderíamos deixar isso morrer”, reitera Silva.

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