Qualidade do ar de Americana apresenta melhora em 2016

O motivo, segundo técnicos da Cetesb, foi o aumento na quantidade de chuva na cidade, que acabou limpando a atmosfera


A qualidade do ar em Americana apresentou melhora no ano passado em relação a 2015, segundo relatório divulgado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) na semana passada. O motivo, segundo técnicos da companhia, foi o aumento na quantidade de chuva na cidade, que acabou limpando a atmosfera. O índice analisado foi a presença do poluente ozônio – em quantidades acima do indicado, já que ele pode afetar a saúde da população.

O OMS (Organização Mundial de Saúde) preconiza a presença de até 100 microgramas por metro cúbico em um período de 8 horas para que a qualidade do ar seja considerada boa. Em Americana, 338 dias apresentaram essa condição em 2016, contra 307 em 2015.

Foto: Artes / O Liberal
Entenda a situação do ar em Americana e as consequências do ozônio

O índice considerado moderado, que vai de uma concentração entre 100 e 130 microgramas, ocorreu em 22 dias no ano passado – essa condição foi observada em 41 dias de 2015. Sob essas condições, pessoas com doenças respiratórias podem apresentar sintomas, como tosse seca e cansaço.

No ano retrasado, em cinco ocasiões o índice ultrapassou os 130 microgramas, sendo classificado como ruim – nesse caso, a população em geral pode apresentar sintomas, e quem já possui problemas respiratórios sente a situação se agravar. Em 2016, o índice de concentração de ozônio não alcançou essa marca em nenhum dos dias analisados.

Gerente da Divisão de Qualidade do Ar da Cetesb, a química Maria Lucia Gonçalves Guardani explicou que o ozônio é formado a partir de reações na atmosfera. “Ele é um poluente que nos preocupa, porque se forma a partir da reação química entre compostos orgânicos voláteis, soltados por exemplo por combustíveis ou tintas, em relação com óxido de nitrogênio e luz”.

Ela afirmou que o que mais contribuiu no ano passado para melhorar a qualidade do ar foram as condições meteorológicas, com o aumento no índice de chuva. Em relação à diminuição na atividade industrial, provocada pela crise econômica, Maria Lucia explicou que existe uma relação secundária com a melhora na qualidade do ar.

ENXOFRE
A Cetesb também monitora os níveis de enxofre na cidade, já que alguns bairros estão situados em áreas de influência de indústrias. Esse índice também registrou queda entre 2015 e 2016. No ano passado, as concentrações máximas de enxofre reduzido total foram registradas no dia 2 de agosto, com o valor de 36 ppb (partes por bilhão), à 1 hora, e 32 ppb às 2h, seguido pelo dia 7 de dezembro (às 3, 7 e 8 horas), com o valor de 12 ppb. Em 2015, a concentração máxima horária foi registrada no dia 10 de novembro, com o valor de 110 ppb (às 12 horas), seguido pelo dia 19 de setembro (às 6 horas), com o valor de 50 ppb.

No estudo, a Cetesb apontou que “apesar da redução nas concentrações em relação a anos anteriores ainda pode haver, dependendo das condições meteorológicas, incômodo por odor semelhante ao de ovo podre ou repolho”.