Prefeitura de Americana fará auditoria em folha salarial

Serão analisados os valores pagos e também benefícios concedidos a todos os contratados pelo poder público


A Prefeitura de Americana instalou uma comissão para realizar uma auditoria na folha de pagamentos do Poder Executivo. O grupo de servidores e secretários será encabeçado pelo chefe dos Negócios Jurídicos, Alex Niuri, e foi confirmado em publicação oficial realizada no último sábado. A instalação da auditoria, no entanto, deve ser feita até o fim desta semana.

A medida pode baratear de 1% a 10% dos custos da folha bruta, que custa atualmente R$ 28 milhões em média mensal. Serão analisados os valores pagos e os benefícios concedidos a todos os contratados pelo poder público e eventuais irregularidades ou cálculos errôneos sanados.

Segundo o secretário de Negócios Jurídicos, Alex Niuri, a auditoria não vem tratando o fato de haver irregularidades ou crimes na folha de pagamento. “Não se trata necessariamente de crime, pois pode haver casos de atribuição irregular de benefícios”, disse o secretário.

Foto: Arquivo / O Liberal
O grupo será encabeçado pelo chefe dos Negócios Jurídicos, Alex Niuri

“Outras prefeituras costumam fazer o mesmo levantamento. Nós vamos analisar os pagamentos feitos a todos os servidores desde o momento em que ingressaram no serviço público. Se houver algum erro de cálculo ou atribuição de serviços, iremos descobrir”, disse Niuri. O secretário disse que a equipe que irá trabalhar é formada por servidores e ainda não tem prazo de trabalho estabelecido. Depois das primeiras análises é que será possível identificar quanto tempo a auditoria precisará para ser feita por completo.

Sob decreto de calamidade financeira, a prefeitura de Americana vem analisando uma série contas municipais para conseguir reduzir os gastos municipais. O comprometimento da receita com a folha salarial, por exemplo, está acima do limite prudencial previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Atualmente, uma média de 57% do arrecadado fica por conta dos salários, quando a previsão da lei é 51%, com limite prudencial de 54%.

O segundo semestre de 2016 foi marcado pelo parcelamento dos salários em todos os meses. A prefeitura precisou de três e até mesmo quatro parcelas para quitar toda a remuneração. Não houve, no entanto, nenhum atraso de um mês para o outro.

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Revista L – BC.1

O governo Omar Najar (PMDB) já cortou comissionados, reduziu o número de RPAs (Registros de Pagamento de Autônomo) e aplicou medidas para limitar o número de horas extras. Atualmente o setor da Saúde também teve um anúncio de remanejamento da estrutura. Entre outras razões, a medida diminuiu o número de imóveis alugados ao município e busca ampliar os repasses federais ao município.