Preço do gás varia em até R$ 20,00

Novo reajuste concedido pela Petrobras obriga revendedor a utilizar estratégias para assim preservar a clientela


Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Consumidor é surpreendido mais uma vez com aumento elevado para o botijão de gás

O aumento de 12,9% no preço do botijão de gás, que entrou em vigor nesta quarta-feira, deixou revendedores e consumidores revoltados. A Petrobras – que neste governo adota uma política de preços que equipara os valores às cotações do produto no mercado internacional – já autorizou seis reajustes só neste ano. O índice acumulado até aqui chega a 59,2%. Desde o começo de setembro, o botijão foi reajustado três vezes.

Com a garantia legal da liberdade de preços no mercado de combustíveis e variados, um botijão de 13 quilos pode ser encontrado em Americana por preços que variam de R$ 55,00 a R$ 75,00, ou seja, uma diferença de R$ 20,00. O detalhe é que grande parte das revendas só irá aplicar o novo valor depois do feriado prolongado. O botijão pode estar ainda mais caro na segunda.

Para a estatal, o aumento médio do preço do botijão é de R$ 3,10, considerando que o reajuste concedido esteja sendo repassado ao consumidor. Mas, de acordo com as projeções feitas pelo Sindigás – que representa os revendedores de toda a região de Campinas – , cada botijão tem o preço majorado entre R$ 6,00 e R$ 8,00 nas revendas. Em mensagem veiculada nas redes sociais por meio da #reagebrasil, revendedores se eximem da culpa, e denunciam que a Petrobras pratica reajustes abusivos.

A reportagem do Grupo Liberal ouviu as manifestações indignadas de empresários do setor, que são prejudicados a cada aumento. De acordo com José Lino, que há 11 anos administra a revenda de gás de uma das mais tradicionais bandeiras do mercado, na região do bairro São Luís, em Americana, o setor não consegue assimilar tantos reajustes sem fazer o repasse. “O revendedor já arca com o alto custo das entregas”, desabafou. Sidney França, que desde 1992 gerencia uma revenda de gás no bairro São Domingos, reclama que os comerciantes legalmente instalados correm o risco de fechar as portas.

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