Polícia prende irmãos gêmeos suspeitos de pedofilia

Investigadores chegaram até os dois por meio de denúncia dos pais de um menino de 10 anos que mora em Americana


Policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Americana prenderam na manhã de terça-feira, dois irmãos gêmeos, de 35 anos, suspeitos de pedofilia. As prisões ocorreram nos municípios de Guarulhos e Matão. A polícia chegou até eles após denúncia dos pais de um menino de 10 anos que mora em Americana.

As investigações começaram há cerca de 15 dias. Policiais da DIG foram procurados pelos pais do garoto, depois de descobrirem que o filho estava recebendo mensagens via whatsapp e facebook com conotação sexual, além de imagens de pornografia infantil.

“Ele [o filho] começou a apresentar um comportamento estranho, não deixava pegar seu celular. Percebemos que havia algo errado e descobrimos que ele estava recebendo várias mensagens de conotação sexual via whatsapp”, declarou o pai do garoto, um policial militar de 36 anos.

Segundo ele, o primeiro contato do suspeito foi pelo facebook. “Ele adicionou o meu filho e por mais de um mês, ficou conversando, ganhando sua confiança, mas nada com conotação sexual. Até que um dia pediu o número do seu celular para conversarem via whatsapp e começou a enviar fotos de pornografia infantil”, contou.

Foto: João Carlos Nascimento/O Liberal
Policiais apreenderam com um dos suspeitos, notebook, tablet e celulares

Os policiais chegaram até os suspeitos depois de monitorarem o whatsapp e o facebook da criança. “Um deles se identificava como Sidnei, nome falso. E o outro, se apresentava com o nome verdadeiro”, afirmou um dos investigadores do caso.

Segundo a polícia, os irmãos aliciavam garotos menores de 18 anos pelas redes sociais e mantinham grupos de trocas de imagens sexuais por aplicativos de celular. “Um deles pretendia criar um outro grupo no whatsapp só com garotos de no máximo 18 anos”, acrescentou o investigador.

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Revista L – BC.1

Diante de todo material extraído das redes sociais de um deles, o delegado Antônio Donizete Braga, instaurou inquérito policial e solicitou mandados de busca e apreensão bem como a prisão temporária dos irmãos.

Prisão. Os gêmeos foram detidos na madrugada de terça-feira. Um deles, C.P.A. – que se identificava nas redes sociais como Sidnei –, foi preso em Guarulhos. Ele morava com a mãe. Na casa, policiais apreenderam um notebook, celulares e um tablet. O outro, C.P.A., morava em Matão com a madrasta. Ambos estão desempregados e não têm passagens pela polícia.

Segundo a polícia, o suspeito que se identificava como Sidnei tentou despistar os investigadores, dizendo que o celular não era dele. Depois acabou confessando que o aparelho lhe pertencia, mas que as imagens encontradas no equipamento foram mandadas por terceiros.

O alvo dos irmãos, de acordo com investigações da polícia, era criança ou adolescente do sexo masculino e de no máximo 18 anos. “Eles eram muito dóceis, ofereciam presentes e, aos poucos, iam ganhando a confiança dos garotos”, afirmou um dos policiais envolvidos na ocorrência. Os suspeitos mantinham contato com meninos de várias cidades e até de outros estados.

“Percebemos que ele [o filho] sentiu uma sensação de alívio quando descobrimos o crime. Ao mesmo tempo que tinha uma curiosidade, ele sabia que era errado”, afirmou o pai do garoto.

Os irmãos tiveram a prisão temporária decretada pelo crime de pornografia infantil. Um deles – o Sidnei – também seria autuado em flagrante por armazenar vários vídeos com conotação sexual envolvendo crianças e adultos. Eles podem pegar até oito anos de prisão. Com a apreensão dos celulares, os investigadores pretendem chegar a outras vítimas.