Adolescente teria sido executado no Jd. dos Lírios

Testemunhas ouvidas pelo LIBERAL disseram acreditar que adolescente não morreu em decorrência de roleta russa, conforme pensava a família do mesmo


A Polícia Civil de Americana investiga a morte do adolescente João Paulo Diniz Teixeira Remedi, de 14 anos, no Jardim dos Lírios. O menor, que completaria 15 anos neste sábado (30), morreu após levar um tiro na cabeça na noite de quarta-feira (27). O caso foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) como homicídio simples.

Segundo O LIBERAL apurou, duas testemunhas ouvidas na tarde desta quinta-feira (28) na CPJ disseram que o adolescente foi executado e não morto decorrente de um jogo conhecido como roleta russa, hipótese levantada por familiares da vítima assim que souberam da morte. Ainda durante o depoimento, um dos adolescentes ouvidos, apontou que a outra testemunha do crime seria o autor do disparo que ocasionou a morte de Remedi.

Foto: Reprodução / Facebook
João Paulo Diniz Teixeira Remedi tinha 14 anos de idade

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Cláudio Eduardo Nogueira Navarro, desde o início havia a suspeita de que um dos depoentes seria o autor do disparo, porém como não havia provas concretas e nem a confissão, ambos os adolescentes de 17 anos foram ouvidos e liberados.

Antes do depoimento dos dois adolescentes, patrulheiros da Gama (Guarda Municipal de Americana) fizeram busca na residência do suspeito com o objetivo de encontrar a arma, porém nada foi localizado.

Depois de serem ouvidos pelo delegado, os dois adolescentes foram liberados. Momentos depois, a Gama recebeu uma denúncia anônima informando que a arma usada no crime estaria escondida na casa de um primo do suspeito.

De posse dessa informação, os guardas se dirigiram até essa residência, no bairro Jardim dos Lírios, e a mãe desse primo confessou que o adolescente suspeito teria procurado a sua casa e tinha pedido que o seu filho escondesse a arma, mas que ele teria recusado. A partir daí, os guardas fizeram buscas pelo menor, mas ele não foi localizado, a corporação acredita que ele tenha fugido.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
O sepultamento do jovem nesta quinta-feira foi marcado por muita tristeza e inconformismo

No fim da noite, o delegado explicou à reportagem do LIBERAL que foi feito um pedido judicial para que seja emitida um pedido de internação provisória do menor, para que assim, ele possa ser considerado procurado, no entanto as investigações continuam. O revólver, bem como o projétil que matou João Paulo ainda não foram localizados.

Enterro

O adolescente foi enterrado nesta quinta-feira, no Cemitério da Saudade. O sepultamento foi marcado por muita tristeza e inconformismo. Um familiar, que não quis se identificar, disse que a família está certa de que João Paulo foi assassinado. “Ele saiu de casa cinco e meia da tarde e às seis, morreu. Falou-se que ele teria morrido em um jogo de roleta russa, mas não é verdade. O pai dele disse isso assim que soube da morte, mas depois também concordou que trata-se de execução”, declarou.

De acordo com esse familiar, antes de sair de casa o menor teria dito que daria “uma saída”, mas que logo estaria de volta. O adolescente morava com os pais e um irmão de 12 anos na Vila Mathiensen. Ele foi morto em uma casa na Rua Perdizes, no Jardim dos Lírios. “Ele tinha envolvimento com drogas, a família sabia. A gente acredita que a morte seja por conta disso”, afirmou.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
João Paulo foi sepultado na tarde desta quinta-feira, no Cemitério da Saudade, em Americana

Local

O boletim de ocorrência diz que a casa onde ocorreu o crime pertence a uma aposentada de 69 anos, que abandonou o imóvel depois que o companheiro teria passado a usá-lo como ponto de tráfico e consumo de drogas.

Outras pessoas estariam presentes no local no momento do suposto jogo de roleta russa, que consiste em deixar uma só bala no tambor de um revólver, fazê-lo girar, apontar o cano da arma para si próprio ou para outra pessoa, sem conhecer a posição exata da bala, e apertar o gatilho.

João Paulo foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi mas, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Americana, já chegou sem vida na unidade.

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