Mulher morre após sofrer desmaio e marido aponta negligência

Segundo os familiares, ela esperou cerca de uma hora para ser levada ao Hospital Municipal


A dona de casa Denize Silva Santos, de 40 anos, morreu após sofrer um desmaio e o marido acusa a Prefeitura de Americana por negligência. O caso aconteceu no último dia 2 de agosto. Segundo os familiares, ela esperou cerca de uma hora para ser levada ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, na quarta-feira.

A municipalidade informou que existe apenas uma ambulância, que no momento estava em atendimento na hora da solicitação. Sendo assim, Denize teve de ser atendida por uma unidade do Corpo de Bombeiros.

O pintor Marcos Alexandre Victorino, de 42 anos, acredita que a esposa poderia ter sido salva caso o socorro chegasse mais rápido. Ela passou mal por volta das 10 horas, ao voltar do Posto de Saúde do São Domingos. Denize caiu na esquina de sua residência, no Jardim Guanabara. Os vizinhos ligaram para o hospital solicitando uma ambulância, mas foram informados de que não havia nenhuma disponível. O socorro veio quase uma hora depois, de acordo com Marcos.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Se tivessem corrido mais rápido, ela poderia estar viva”, disse Marcos

“Minha casa é tão perto do hospital. Eu estava no trabalho e fiquei sabendo só na hora que ela estava lá. Se tivessem corrido mais rápido, ela poderia estar viva”, disse. A Prefeitura de Americana informou que a única ambulância da rede municipal estava atendendo uma paciente de 64 anos que apresentava parada cardiorrespiratória quando houve a solicitação para socorrer Denize.

“De acordo com informações do Hospital Municipal, a paciente deu entrada na sala de emergência às 10h50, sendo constatada morte por causa natural, conforme consta em seu atestado de óbito. A solicitação ao serviço 192 se deu às 10h26. Atualmente o município dispõe de uma ambulância de suporte básico de vida, além de uma viatura simples de transporte, sendo esta para realizar transporte de pacientes de uma unidade a outra, com acompanhamento de profissionais de enfermagem da própria unidade solicitante”, disse a prefeitura.

O resgate do Corpo de Bombeiros é voltado para atendimentos de acidentados, mas casos clínicos também são atendidos se o 192 estiver ocupado. O capitão do Corpo de Bombeiros de Americana, Bruno Gobbo, disse que por conta da alta demanda no município, ligada aos casos clínicos, foi necessário equipar mais uma viatura de resgate no ano passado.

“Outras cidades do mesmo porte de Americana possuem geralmente uma unidade de resgate, mas aqui precisamos de duas. De qualquer forma vou chamar o pessoal e conversar para ver se é necessário fazer uns ajustes, talvez na comunicação. Para quem está esperando meia hora é uma eternidade”, disse Gobbo.

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