Motorista da prefeitura se recusa a levar paciente em casa

Mulher de 50 anos passou por cirurgia de varizes nas pernas em Jundiaí e não podia andar; marido precisou buscá-la na Secretaria de Saúde


O mecânico José Alencar Cabral, de 65 anos, procurou a reportagem do LIBERAL na última sexta-feira (17) para reclamar da postura de um servidor público, motorista da Prefeitura de Americana, que teria se negado a deixar em casa sua esposa, que acabara de passar por uma cirurgia para a retirada de varizes nas pernas em Jundiaí.

Segundo Cabral, sua esposa, a dona de casa Maria José Leal Cabral, de 50 anos, foi levada até Jundiaí por um veículo da Secretaria de Saúde na manhã de quinta-feira (16), para a realização da cirurgia, que ocorreu no período da noite do mesmo dia.

Foto: Marcelo Rocha/O Liberal
Mecânico reclama de recusa de funcionário da Prefeitura de Americana em levar sua esposa, que acabara de passar por cirurgia, até sua casa, no bairro Cidade Jardim

Na manhã de sexta, a mulher recebeu alta médica e aguardou o dia todo pelo veículo da prefeitura, que chegou ao hospital onde ela estava no período da tarde. Durante a volta para Americana, por volta das 18h, ela foi informada pelo motorista de que ele seguiria para a sede da secretaria e não a deixaria em casa, que fica no bairro Cidade Jardim.

Ao questionar o homem sobre o motivo da recusa, ele teria afirmado que seu horário de trabalho se encerraria às 18h e que ele não poderia fazer horas extras, seguindo ordens superiores.

Sem poder andar, a mulher precisou pedir que o marido deixasse o trabalho e fosse buscá-la, o que gerou a revolta do mecânico, que entende ser um direito de sua esposa ser levada até em casa após uma cirurgia em outro município.

“Minha esposa recebeu alta médica às 8 horas, foram buscá-la agora, às 18h, e o motorista disse que não vai deixá-la na minha casa, que vai deixar na secretaria. Eu penso que é um desrespeito ao cidadão que paga imposto. Se fosse um marginal, iria até helicóptero buscar, mas como é um cidadão que paga imposto, é assim que é tratado”, desabafou o mecânico.

Questionada por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Saúde afirma que a paciente havia sido informada sobre a norma do serviço de transporte social, de que o ponto de embarque para o município de Jundiaí seria na sede da Secretaria, sendo este também o ponto de desembarque. “Ou seja, durante o agendamento, os pacientes são informados de onde deve partir a viatura para o destino, bem como o local de sua chegada”, traz a resposta.

A nota ressalta ainda que o transporte aguardava outro usuário passar por consulta médica, em Jundiaí, por isso o retorno não pôde ser feito de maneira imediata, uma vez que o veículo retorna somente quando o último paciente é liberado por se tratar de um transporte coletivo.

“Importante ressaltar que a paciente não estava acamada e também não havia restrições locomotoras informadas pelo hospital, pois se fosse o caso, certamente ela teria sido transportada por uma ambulância, e não por meio da viatura de transporte social”, traz o comunicado enviado pela Administração Municipal.

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