Morte de idoso ainda é mistério em Americana

Polícia diz que continua ouvindo testemunhas para achar autor de assassinato de aposentado na Praia Azul


A morte do aposentado Carlos Alberto Abreu, de 69 anos, que foi esfaqueado em março durante um suposto assalto na Rua Luiz Corsi, no bairro Balneário Riviera, na região da Praia Azul, em Americana, completou e o caso ainda segue sem solução.

A SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública) informou nesta sexta-feira (19) que ainda há pessoas sendo ouvidas e destacou que nenhuma linha de investigação está descartada. “A Polícia Civil de Americana informa que o caso segue em andamento pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e, por enquanto, não há novidades”, traz a nota enviada para a reportagem.

O aposentado foi morto em frente da casa onde morava, por volta das 20h55 do dia 11 de março. Ele estava na rua, conversando com uma balconista de 28 anos, com quem mantinha um relacionamento. Um homem, ainda não identificado, teria se aproximado do casal e gritado “é um assalto, me dá o dinheiro”.

Foto: Arquivo / O Liberal
Aposentado foi morto em frente à casa onde morava, no Balneário Riviera

A vítima teria se recusado a entregar o dinheiro e acabou sendo atacada com golpes de faca pelo assaltante. Nesse momento, vizinhos começaram a sair na rua e o criminoso, antes de fugir, roubou uma quantia incerta que Abreu carregava no bolso. O suspeito fugiu a pé em direção a uma mata no fim da rua.

Quando a Gama (Guarda Municipal de Americana) chegou no local, o aposentado já havia sido socorrido por um vizinho ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Entretanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu. Na época, o caso foi registrado na CPJ (Central de Polícia Judiciária) como roubo mediante violência que resultou em morte. Inicialmente, a suspeita era de latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte.

Porém, conforme matéria publicada no dia 17 de março pelo LIBERAL, a Polícia Civil de Americana chegou a afirmar que a principal linha de investigação sobre a morte do aposentado era de crime passional, mas que outras linhas de investigação não estavam descartadas.

No início das investigações, o 4º DP (Distrito Policial) chegou a assumir o caso e, cerca de uma semana após o crime, o delegado assistente da Seccional, José Luiz Joveli, que tinha assumido interinamente o lugar da então titular do DP, Regina Cunha, afirmou para a reportagem que as investigações estavam adiantadas.

“Temos vários indícios de autoria, mas não podemos divulgar nada ainda para não atrapalhar o andamento da investigação”, declarou na época. A faca, utilizada no crime, tinha sido encontrada e encaminhada para perícia. (Colaborou Ana Carolina Leal)