Mais seis palmeiras da Av. Brasil estão comprometidas

O risco de queda das árvores é pequeno, mas a remoção precisa ser feita logo já que espécie não tem capacidade para se regenerar


Parte do cartão-postal de Americana, as palmeiras imperiais da Avenida Brasil seguem comprometidas. Após uma cair e 11 serem retiradas pela prefeitura em março deste ano, outras seis agora estão na mira da Secretaria de Meio Ambiente do município, que planeja a remoção das plantas ainda no início de agosto. O risco de queda é pequeno, segundo a pasta, mas a remoção é a única solução, já que a espécie não tem capacidade de se regenerar.

As árvores que correm risco atualmente são mais novas que as que já foram removidas, e ficam na região depois da Rua das Paineiras, em direção ao Parque Ecológico. Segundo informações do secretário de Meio Ambiente, Odair Dias, o problema que ocorreu com elas é diferente do registrado nas outras. “Essas daqui nós sabemos que o próprio choque que houve na estrutura delas comprometeu o tronco”, explicou o secretário ao mostrar o problema à reportagem do LIBERAL.

Segundo o secretário, as fissuras no tronco das palmeiras devem ter ocorrido entre 2010 e 2012, quando o canteiro central passou por obras no canal. No local, é possível ver buracos grandes nos troncos, fibras se soltando, e em um caso, o buraco foi até usado como lixo e a reportagem encontrou latas e garrafas dentro.

Em abril do ano passado, O LIBERAL publicou reportagem em que apontava que pelo menos 10 árvores corriam risco de cair por conta de uma praga urbana causada por um besouro conhecido como “broca do olho do coqueiro”, que faz com que a árvore seque. O apontamento na época foi feito pelo então mestrando em recursos florestais da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) de Piracicaba, Flávio Henrique Mendes.

Hoje mestre pela USP, Mendes voltou a analisar as árvores da avenida a pedido do LIBERAL, e disse que de fato sofreram uma ação externa, diferentemente das outras palmeiras já removidas pela prefeitura em março deste ano, logo após uma delas cair. “É diferente do outro caso. Aquele era o ataque do besouro, mas esse não deu para perceber nenhum tipo de presença. Em princípio, parecer ser alguma ‘injúria mecânica’. Ela não vai preencher isso mais, vai ficar do jeito que está para pior. Mesmo que se faça um preenchimento, teria função estética, não estrutural. Seria melhor a substituição”, ponderou o especialista.

Odair Dias explicou que será feita a retirada dessas árvores assim que forem concluídos trabalhos nas escolas municipais, que estão recebendo podas nas árvores durante as férias. “Algumas pessoas vão dizer que ‘estão tirando palmeiras da Avenida Brasil’, mas precisa ficar muito claro que nós faremos o que preciso for para a segurança, muito mais do que o embelezamento”, afirmou o secretário. Segundo a pasta, há 40 mudas de palmeiras no viveiro municipal para substituir as que forem retiradas.

Sobre as outras árvores já retiradas, ele disse que as amostras estão em análise. “Leva um tempo e não tivemos a resposta ainda. Assim que tivermos o laudo, vamos tomar as medidas cabíveis. Existe a questão das abelhas, pragas urbanas, e não podemos tomar medidas sem sabermos a causa”, disse.

Relembre a retirada das palmeiras da avenida, realizada em em março deste ano:

Notícias sobre a região, Brasil e o mundo em um clique. Receba nossa newsletter