Latrocínio na Av. Brasil tem mais um condenado

A Justiça de Americana condenou mais um homem acusado de comprar o celular que havia sido roubado do jovem Gabriel Avanzi, morto em 2016


A Justiça de Americana condenou mais um homem a um ano de prisão em regime aberto acusado de comprar o celular que havia sido roubado do jovem Gabriel Avanzi, morto junto de Stela Torquete, durante um assalto na madrugada do dia 1º de janeiro de 2016. Jean Claudio de Oliveira ainda pode recorrer da decisão em liberdade.

Foto: Reprodução / Facebook
Os dois jovens acabaram mortos na madrugada do dia 1º de janeiro a facadas

Em maio deste ano, o autor do latrocínio (roubo seguido de morte), Walter Júlio de Araújo teve sua condenação de 60 anos de prisão confirmada pelo TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo). Araújo vendeu o celular da vítima para Maicon Henrique Camilo – também condenado a um ano de prisão em regime aberto por receptação – e este, por sua vez, teria revendido o aparelho para Oliveira.

No interrogatório, Oliveira alegou ter comprado o celular de Camilo e revendido no dia seguinte. Posteriormente, Camilo teria pedido o aparelho de volta porque se tratava de um objeto pertencente a duas vítimas de homicídio.

A defesa do acusado apontou no processo que as provas eram insuficientes, mas o juiz Eugênio Augusto Clementi Júnior, da 2ª Vara Criminal de Americana, entendeu de forma diferente e condenou Oliveira a um ano de prisão em regime inicialmente aberto.

Para o magistrado, “receber o objeto sem o competente recibo, ou documentação, já é indício de que o mesmo tenha origem ilícita”. Por entender, desta forma, que o comprador do celular sabia da origem criminosa do aparelho e, assim, cometeu a receptação conscientemente.

A advogada que defende Oliveira, Luiza Elaine de Campos, disse que vai tentar provar a inocência do acusado e entrar com um recurso de apelação.

O crime. Araújo assaltou os jovens na Praça do Trabalhador, em Americana, e matou ambos a facadas. Conforme apuração liderada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ele fugiu com o carro e o celular do rapaz, que foi vendido inicialmente para Camilo por R$ 95 e três pinos de cocaína. Na época, o autor do crime disse que cometeu o roubo para sustentar seu vício.

Ainda de acordo com a investigação, Camilo teria revendido o celular por R$ 350 a outro homem, que o revendeu novamente a um casal de Santa Bárbara d’Oeste por R$ 500. O aparelho foi jogado no estacionamento da delegacia dias após o crime, dentro de uma bota feminina. Pelo celular, a polícia conseguiu chegar aos suspeitos de receptação.

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