Imóveis para alugar em Americana têm fios furtados

Imobiliárias apontam aumento nos casos de invasão em Americana e Polícia Militar afirma que faz a sua parte


Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
PM disse que para diminuir ocorrência tem que se identificar receptador

Proprietários de imobiliárias de Americana reclamam do aumento de casos de invasão e furtos de fiação elétrica em imóveis fechados. De acordo com eles, apesar de o alvo principal serem os fios, torneiras, hidrômetros e outros objetos de valor também são levados pelos ladrões.

“Esse ano já tive dois casos e estamos no dia 11”, desabafou Edmilson Rovina, dono da imobiliária Vila Imóveis, em entrevista ao LIBERAL nesta quinta-feira. No ano passado, a empresa administrada por ele registrou ao menos seis boletins de ocorrência de furto de fios.

“O cara [suspeito] chega, vai no relógio de energia, passa o alicate e puxa até onde dá. Esse ano, foi no Cidade Jardim e no Jardim Brasil, mas os casos acontecem em toda cidade. Não saio da delegacia”, declarou.

Segundo Rovina, cada furto gera um prejuízo aproximado de R$ 1 mil. “Temos que repor toda a fiação e contratar a mão de obra”. E para que o mesmo não aconteça em salões industriais, a imobiliária não tem colocado placa de aluga nos imóveis. “Esses locais têm uma grande quantidade de fios, então para todos os efeitos é melhor que pensem que estão ocupados”, disse.

A imobiliária São Bernardo registrou quatro casos de furtos no ano passado. “Os alvos são sempre imóveis vazios. Levam toda a fiação e, em alguns casos, torneiras e até hidrômetros. O pior é que não temos muito o que fazer, só nos resta registrar o boletim de ocorrência”, afirmou o sócio proprietário da empresa, Roberto Nascimento.

A proprietária da imobiliária Absoluta, Marlene de Souza Macedo, disse que as ocorrências de furtos aumentaram bastante desde o ano passado. “Temos bastante casos em salões industriais. Difícil encontrar um salão desocupado que ainda não foi alvo de ladrões”, declarou.

RESPOSTA. O subcomandante do 19º BPM/I (Batalhão da Polícia Militar do Interior), major Rogério Nascimento Takiuchi, garante que a Polícia Militar faz a parte dela. “A gente coloca viatura patrulhando e, em alguns bairros têm até patrulhamento comunitário. Mas para diminuir esse tipo de ocorrência tem que ser identificado o receptador. Ninguém vai furtar fios se não tiver uma pessoa que está fazendo receptação desse produto. É um trabalho de investigação que cabe à Polícia Civil”, afirmou.

A Polícia Civil, por sua vez, informou que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) do município faz um levantamento dos casos registrados para, em conjunto com a Polícia Militar analisar as medidas de prevenção a esses crimes.

Disse ainda que conta com o trabalho especializado do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) que também realiza operações de rotina em locais de maior incidência de furtos de cabos, além de fiscalizar estabelecimentos que comercializam materiais recicláveis para combater a receptação, dando suporte às unidades do interior, sempre que necessário.

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