Gestante reclama de demora para retirar senha

Mulher relata fila com espera de 45 minutos para pegar senha que a direcionaria para outra fila na Agência do Banco do Brasil


Uma mulher grávida de sete meses diz ter seu direito a atendimento prioritário desrespeitado em uma agência do Banco do Brasil, em Americana. Ao LIBERAL, a auxiliar administrativa Juliana Oliveira, de 29 anos, relatou ter esperado por 45 minutos para retirar uma senha na agência do banco na Rua Doze de Novembro, no Centro.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
A gestante Juliana esteve no banco acompanhada dos sogros idosos

Juliana diz que na tarde de segunda-feira (8) foi ao banco, acompanhada do sogro, de 81 anos, e da sogra, de 67 anos. De acordo com ela, havia uma fila inicial para retirar a senha, que daria acesso ao atendimento prioritário.

Na fila da senha, ela afirma ter explicado a condição de gestante a um funcionário, mas ele teria dito, segundo a versão da auxiliar, que não poderia fazer nada.

“Para pegar a senha, foi de 45 minutos a 1 hora. Quando a gente chegou e eu vi aquela fila enorme, a primeira coisa que eu fiz foi ir lá [falar com um funcionário]”, afirmou ao LIBERAL. “Eu falei: ‘moço, não tem fila preferencial para pegar senha?’, mas ele disse que não, que tinha que aguardar naquela fila”.

A sogra de Juliana, que a acompanhava, afirmou que eles haviam ido à agência para encerrar uma conta devido a mau atendimento. “Eles atendem a gente muito mal. Falei para o meu marido para mudar de banco, mas foi uma dor de cabeça”, lamentou a idosa.

A legislação federal obriga atendimento prioritário para gestantes e idosos em bancos. Em Americana, a lei municipal 4.239/2005 estabelece prazo de 20 minutos em dias normais e 30 minutos em vésperas e após feriados para alguém ser atendido.

CRÍTICAS. O secretário de Negócios Jurídicos de Americana, responsável pelo Procon na cidade, Alex Niuri, diz que a auxiliar deve procurar o órgão de defesa do consumidor para formalizar a reclamação.

“É imoral o que o Banco do Brasil vem fazendo, porque em todos os bancos da cidade a senha não tem fila para retirada, é rápido, e o Banco do Brasil chega a ficar mais de 15 ou 20 minutos acumulando fila para tirar a senha para ser direcionado para outra fila”, criticou Niuri.

“O banco está desrespeitando uma lei. O que não pode é um portador de necessidades especiais, uma gestante ou um idoso ter que enfrentar uma fila dessas e um funcionário despreparado dizer para ele que ele não pode ser atendido prioritariamente”, completou.

MEDIDAS. O LIBERAL relatou o ocorrido ao Banco do Brasil. Por meio da assessoria de imprensa, a instituição afirmou que “tem adotado algumas medidas ainda no terminal de autoatendimento, com triagem e orientação prévia”.

“O intuito é evitar a espera desnecessária de clientes em filas para solução de demandas simples, que poderiam ser efetivadas em outros canais. Além disso, tende a direcionar o cliente ao atendimento mais resolutivo e tempestivo para sua necessidade”, informou o banco.

A instituição afirmou também, sem desconsiderar o incidente de Juliana, que a agência da Doze de Novembro tem perfil expressivo de atendimento a clientes beneficiários do INSS. “Na data em que o fato ocorreu, houve uma grande movimentação para pagamento do benefício e ‘prova de vida’, por ser o 5º dia útil do mês, fator que afetou o fluxo da agência”, justificou o banco.

Notícias sobre a região, Brasil e o mundo em um clique. Receba nossa newsletter