Família critica socorro de homem que caiu em ônibus

Pedreiro estava se preparando para descer do ônibus, quando o motorista passou por uma lombada sem desacelerar o veículo


A queda de um usuário que utilizava o transporte coletivo, na tarde de sábado, se transformou em um episódio que deixa a família indignada. A empresa que explora a linha – a VPT (Viação Princesa Tecelã) – está sendo acusada da omissão de socorro, ao mesmo tempo que a direção do Hospital Municipal é pressionada para agilizar o atendimento à vítima que sofreu uma pequena fratura, e aguarda leito para ser submetida à cirurgia.

O pedreiro Antônio de Lima Godoy, de 55 anos, que já usava próteses no joelho de uma perna e no fêmur da outra, caminhava com a ajuda de muletas. Ele estava dentro do coletivo, na Praia Azul, se preparando para descer, quando o motorista, distraído, passou por uma lombada sem desacelerar o veículo. No tranco, Godoy caiu sobre a própria perna e com isso deslocou o fêmur.

Segundo a podóloga Joseane Godoy, filha de Antônio, o motorista Osmair Antônio Menegão ajudou o pedreiro a desembarcar, com o axuílio de outros passageiros. Segundo o próprio motorista, ouvido para o registro da ocorrência no Plantão Policial, foi solicitada imediatamente uma viatura de resgaste. O que revolta a família é que o motorista não esperou o socorro. Em vez disso, ele retomou para a direção do ônibus e cumpriu toda a linha, só voltando depois, para saber se a vítima havia sido socorrida.

Segundo a filha, foi um morador do bairro, conhecido da família, quem notou que o senhor Antônio estava no chão, gemendo de dor, e tomou a decisão de levá-lo ao hospital. A vítima passou pelo médico e segue internada, à espera de uma cirurgia.

Em nota, a Viação Princesa Tecelã lamentou o ocorrido e ressalta que está prestando toda assistência necessária para a vítima. A empresa informa ainda que a atitude do motorista na condução do veículo foi inadequada, fora dos padrões de atuação da empresa, e que por isso as medidas disciplinares cabíveis serão tomadas. “Porém, é imprescindível esclarecer que o nosso condutor acionou o resgate imediatamente após o acidente e permaneceu no local até a chegada do socorro. Neste tempo, um terceiro, conhecido da vítima, a encaminhou por conta própria ao hospital”, informa a nota.

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