Entrega do Terminal de Americana fica para novembro

Previstas para o fim de 2014, obras deveriam finalmente ser entregues neste mês, segundo afirmou em julho o governador Geraldo Alckmin


As obras do Terminal Metropolitano de Americana, inicialmente previstas para terminar no final de 2014, deveriam finalmente ser entregues neste mês, segundo afirmou em julho o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Na época, ele esteve em Sumaré para inaugurar uma estação de transferência do Corredor Metropolitano Biléo Soares. Mas a promessa, mais uma vez, não será cumprida.

A assessoria da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informou que 90% dos trabalhos estão concluídos e terminarão em novembro deste ano, incluindo o piso superior com os banheiros em funcionamento. “Em setembro será publicado o edital para a exploração da área comercial que também está sendo instalada na parte superior. O atraso ocorreu por problemas operacionais do Consórcio Construtor contratado pela EMTU”, traz a nota.

A empresa informou que até dezembro serão concluídas as Estações de Transferência Amizade e São Paulo, além de cinco paradas e 5,2 km de faixa exclusiva para ônibus nas Avenidas Europa e São Paulo.

Enquanto isso, uma das duas faixas de trânsito que dá acesso às plataformas de embarque e desembarque permanece interditada e todo o fluxo de veículos se concentra em uma única via. Os operários executam a instalação hidráulica entre os dois pisos. Existe muita sujeira pelo local. Quem está no terminal é obrigado a usar banheiros químicos e o ponto de táxi permanece no sol, improvisado no começo do calçadão.

Os serviços avançam no pavimento superior, onde vão funcionar os boxes comerciais e sanitários. A instalação de pisos e portas de aço já começou. Mas ainda há muito a ser feito.

O presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana), Dimas Zulian, diz que os comerciantes estão cansados de esperar, e os prejuízos se arrastam há mais de quatro anos. “A atenção dada ao consumidor se reflete no comércio. Se o terminal estivesse pronto, se fosse confortável, as pessoas viriam ao Centro para fazer compras. Do jeito que está, o consumidor não vem”, resume. “Não acreditamos mais em prazos anunciados”, desabafou.

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