CPFL deve pagar por equipamentos queimados por descargas

Em caso de quedas de energia ou qualquer tipo de alteração que queime algum aparelho, consumidor deve seguir procedimentos para ressarcimento


Com a chegada do verão, aumento a chances de quedas e outras oscilações de energia em função de chuvas, ventos e até mesmo raios, o que muitas vezes causa danos a equipamentos eletrônicos que estão ligados na tomada no momento em que o problema ocorre.

De acordo com o secretário de Negócios Jurídicos e responsável pelo Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Americana, Alex Niuri, o ressarcimento é de competência da concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica da cidade, no caso a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), mas uma série de procedimentos precisa ser adotada pelo consumidor para tal.

Foto: Arquivo / O Liberal
No caso de equipamentos para acondicionar alimentos perecíveis, como a geladeira, prazo para vistoria é de apenas um dia

“Existe um formulário no site da CPFL. A partir do momento que o consumidor perceber que houve uma alteração na rede elétrica e essa descarga acabe danificando alguns equipamentos, ele deve preencher esse formulário e aí a distribuidora vai ter um prazo de 10 dias para verificar a situação e de um dia se for no caso de uma geladeira, por exemplo. Ela vai fazer essa verificação e depois ela tem um prazo de até 20 dias para ressarcir. Esse é o passo inicial antes de procurar o Procon”, explicou Niuri.

Além disso, o secretário afirma que o fato de o consumidor não possuir mais a nota fiscal do equipamento danificado não é motivo para que ele não seja ressarcido, visto que, principalmente após o final do prazo de garantia de alguns produtos, muitas vezes o indivíduo acaba se desfazendo do comprovante fiscal.

“Eu entendo que o consumidor não precisa ter a nota fiscal. Porque muitas vezes já passou cinco ou seis anos, já passou o prazo da garantia, ele não precisa mais da nota fiscal, já mandou aquilo embora, então ele não precisa ter aquela comprovação de aquisição, o que precisa é o equipamento estar danificado, de fato, na casa dele. O que não pode é consumidor tentar se valer disso para um eletrodoméstico que queimou por mau uso, ou pelo uso natural”, completou.

Em caso de equipamentos queimados, o consumidor tem um prazo de até 90 dias para fazer sua reclamação junto à CPFL e preencher o formulário disponível no site da concessionária. Caso ele não seja atendido e entenda que foi lesado, ele pode sempre procurar a unidade do Procon em sua cidade para tentar uma solução do problema junto ao órgão.

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