Concorrência motivou morte de empresário em Americana

Marcos Stival Junior, de 25 anos, foi morto a tiros no dia 12 de maio deste ano; três homens foram presos, um deles é dono de um depósito de bebidas


A morte do comerciante Marcos Antonio Stival Junior, de 25 anos, em maio deste ano, em Americana, foi motivada por concorrência nos negócios. Três homens foram presos pelo crime. Um deles é proprietário de um depósito de bebidas no Jardim Boer, bairro onde a vítima também mantinha um estabelecimento no mesmo ramo.

Foto: Facebook / Reprodução
Marcos Stival Junior foi morto com dois tiros na noite do dia 12 de maio, no Boer

O inquérito sobre o caso foi concluído nesta segunda-feira pelo titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Antonio Donizete Braga. “Geralmente, num assalto, ou se mata para roubar, ou se mata diante de uma reação da vítima ou se mata para manter a posse do bem, o que caracterizaria um latrocínio (roubo seguido de morte). Mas o fato envolvendo a morte do Marcos não se encaixava nesse cenário”, declarou Braga.

“Não houve nenhuma reação, tanto por parte do Marcos como dos clientes e funcionários que estavam no local. Eles [criminosos] fizeram o assalto, pegaram o que queriam – dinheiro do caixa e pacotes de cigarros –, mas na hora de se retirar do estabelecimento, um deles obrigou a vítima a acompanhá-lo até uma construção próxima e lá acabou executando-a com um tiro na cabeça. Isso nos levou a hipótese de que o roubo era uma simulação, que na verdade, o que eles [bandidos] realmente pretendiam era matar a vítima”, completou o delegado.

Durante a investigação, a Polícia Civil apurou que o sucesso profissional da vítima estaria incomodando o dono de um depósito de bebidas também no Jardim Boer. “Apuramos que o Marcos tinha se estabelecido há poucos meses no bairro e até então só havia um depósito de bebidas no local. E colhendo depoimentos, surgiram indícios de que o proprietário desse depósito estaria descontente com o desempenho do depósito da vítima. O Marcos, em pouco tempo, estava adquirindo mais mercadoria do que o depósito já existente no bairro”, afirmou Braga.

Paralelo as investigações realizadas pela DIG, policiais da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), trabalhando em um caso de tráfico, chegaram em um homem de 39 anos, conhecido como “Mineiro”. Descobriram que ele era procurado pela Justiça e, em buscas na casa dele, encontraram drogas e um revólver.

A partir da prisão desse homem, policiais foram informados de que ele junto com um rapaz de 31 anos, conhecido como “Neguinho”, teriam, a mando do proprietário do depósito de bebidas concorrente ao da vítima, roubado e matado Marcos. O dono do estabelecimento tem 31 anos e responde pelo apelido de “Lelo”.

“Pedimos a quebra do sigilo telefônico de todos os envolvidos para verificar se havia comunicação entre eles. E foi provado, através do histórico de chamadas dos celulares, que eles se comunicaram entre si, inclusive, momentos antes do crime. São provas contundentes, que não se pode contestar porque são registros telefônicos informados pelas operadoras. E embora, alguns deles tenham negado a participação, não souberam esclarecer o motivo dessas ligações”, declarou Braga.

Os suspeitos estão presos há 30 dias. Nesta segunda-feira, o delegado encaminhou o inquérito para Justiça de Americana pedindo a conversão da prisão temporária em preventiva.

O crime. Marcos foi morto a tiros na noite do dia 12 de maio. Ele estava em seu depósito de bebidas acompanhado da mãe e de funcionários quando foi abordado por dois homens. Depois de pegarem o dinheiro do caixa e cigarros, os bandidos levaram o comerciante para um terreno baldio e o mataram a tiros.

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