Comissão de despoluição de represa deve virar Frente Parlamentar

Comissão da CM de Americana para estudos sobre a despoluição da Represa do Salto Grande será uma frente parlamentar com vereadores de toda a RMC


A Comissão Especial de Estudos criada na Câmara de Americana para estudos sobre a despoluição da Represa do Salto Grande vai se transformar em uma frente parlamentar integrada por vereadores de toda a RMC (Região Metropolitana de Campinas).

A proposta do grupo, a partir de agora, será mobilizar as lideranças legislativas de 20 municípios na busca por recursos federais para a recuperação das bacias hidrográficas que contribuem para a formação do reservatório.

Rafael Macris (PSDB) – que integra a comissão local ao lado de Maria Giovana Fortunato (PC do B) e Guilherme Tiosso (PRP) – já visitou e recebeu o apoio ao projeto de vereadores da região, como os de Campinas. Já existem reuniões marcadas nas câmaras de Valinhos, Vinhedo e Paulínia, cidades à montante na bacia, para debater o caso.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Comissão de estudos da Câmara de Americana será Frente Parlamentar composta por vereadores das cidades da RMC

Segundo Macris, o tema passará a ser tratado pelo Parlamento da RMC, e vai mostrar o envolvimento do Poder Legislativo com a causa ambiental. “A recuperação da represa é uma luta antiga, mas que agora ganha projeção maior”, diz.

A comissão vai apresentar ao governo federal uma moção de apelo de todos os vereadores da RMC, para que as bacias recebam recursos que o Ministério do Meio Ambiente investe na despoluição de rios. Este dinheiro, segundo o tucano, irá financiar a construção de estações de tratamento de esgoto, e a adoção de tecnologias para o tratamento da própria represa.

As visitas da comissão aos municípios vizinhos têm – além da busca de apoio à moção regional pela despoluição da represa – o objetivo de elencar experiências bem-sucedidas para a captação, o tratamento e a distribuição de água.

Segundo Macris, a Casa de Leis precisa estar informada sobre as tecnologias usadas pelo poder público e pela iniciativa privada para a manutenção de redes e o tratamento do esgoto.

“Já tramita na câmara o projeto de lei do Executivo que prevê a terceirização dos serviços. Não podemos ignorar que Americana precisa de alternativas ao DAE (Departamento de Água e Esgoto). Queremos conhecer procedimentos e tecnologias que podem ser úteis à cidade”.