Casal morto em acidente fazia caminhada no local há mais de 10 anos

Claudecir Valdonito Mendes, de 65 anos, e Maria Aparecida, de 61, foram atingidos por uma van escolar na Avenida Padre Oswaldo Vieira de Andrade


Foto: Rogério Verzignasse / O Liberal
Casal foi atingido por uma van escolar durante caminhada

O casal que morreu atropelado por uma van escolar nesta quarta-feira, em Americana, fazia caminhada no local do acidente há mais de dez anos, de acordo com um dos filhos. Claudecir Valdonito Mendes, de 65 anos, e Maria Aparecida Martinelli Mendes, de 61 anos, foram atingidos pelo veículo na Avenida Padre Oswaldo Vieira de Andrade, no Jardim Terramérica. Eles estavam acompanhados da comerciante Marta Maria Teixeira Crepaldi, de 52 anos. A mulher permanece internada no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. O casal morava na Cidade Jardim.

Segundo a prefeitura, uma nova tomografia constatou que a comerciante apresenta uma lesão na cervical e necessita de uma avaliação neurológica. “O nome dela foi incluído na Cross (Central de Regulação e Ofertas de Serviço de Saúde) e o Hospital Municipal aguarda uma vaga em alguma unidade de referência para a sua transferência”, informou, em nota.

Claudecir e Maria Aparecida foram enterrados nesta quinta-feira, no Cemitério do Parque Gramado. “Para nós, é uma tragédia. Eles caminhavam há dez anos no local, ainda não era nem asfaltado. Apesar de aposentados, eram bem ativos. Faziam a caminhada deles todo dia por volta das 7 horas, iam para chácara, pescavam, estavam sempre juntos”, declarou um dos filhos, de 37 anos. Além dele, as vítimas eram pais de um outro homem de 30 anos, que morava com eles na Cidade Jardim.

Foto: Facebook / Reprodução
Claudecir e Maria Aparecida, que morreram atropelados na quarta-feira, foram sepultados no Parque Gramado

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros de Americana, as vítimas foram atropeladas na avenida, por volta das 8 horas. Os dois e Marta Maria teriam descido da calçada para desviar de uma palmeira e foram atingidos pela van conduzida pelo motorista Antonio Castelani, de 75 anos. Dentro do veículo, havia cinco universitários. Tanto o condutor como os alunos saíram ilesos do acidente.

Em entrevista ao LIBERAL, um dos estudantes, um jovem de 19 anos, disse acreditar que o motorista tentou desviar o veículo. “Eu estava mexendo no celular. Segundos antes do impacto, no entanto, percebi que ele [motorista] tentou arrancar com a van para a esquerda, mas não deu tempo. Foi bem forte a batida”, declarou. O rapaz disse andar com Castelani há um ano. “Ele sempre respeitou as leis de trânsito”, afirmou.

O advogado de defesa do motorista, William Oliveira, disse que apesar de bastante abalado, Castelani está convicto de que não teve nenhum tipo de responsabilidade na morte do casal. “É uma pessoa que nunca se envolveu em acidente em mais de 30 anos de profissão, que circulava respeitando o limite de velocidade das vias”, declarou. Segundo a prefeitura, a van estava com toda documentação regularizada e tinha licença para operar o transporte de estudantes.

A Polícia Civil de Americana instaurou inquérito para investigar as causas do acidente e disse que tanto os estudantes que estavam na van como testemunhas já estão sendo ouvidas.

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