Botasso quer encontro com prefeito para discutir destino da Fidam

Presidente da Feira Industrial de Americana pretende apresentar as atividades que vem sendo executadas no espaço


O presidente da Fidam (Feira Industrial de Americana), Edison Botasso, afirmou que pretende se reunir com o prefeito de Americana, Omar Najar (PMDB), até a segunda semana de novembro para discutir a situação da sede do espaço. Depois de o prefeito ter declarado na semana passada que tem interesse em retomar o prédio e meses após uma notificação oficial, o dirigente da instituição pretende apresentar as atividades que vem sendo executadas no espaço.

O prédio, que fica na Avenida Nossa Senhora de Fátima, foi cedido à Fidam nos anos 1960 com o intuito de promover feiras anuais apresentando os produtos de Americana. O espaço sediou, por anos, uma feira da área têxtil encerrada há 15 anos. Segundo o prefeito, a decisão de retomar o espaço foi tomada justamente por este acordo estar sendo descumprido. Sem feiras com produtos locais, disse Omar, o Executivo entende que deve haver a retomada.

Em junho, a prefeitura notificou a Fidam apontando o descumprimento do acordo contratual. A notificação serviria para iniciar o processo de retomada do espaço. A feira respondeu à notificação apontando que há uma série de eventos sendo executados ou planejados para o espaço.

Botasso discorda que a instituição não venha promovendo ações e eventos e disse que pretende procurar o prefeito para solucionar o impasse depois da declaração feita na semana passada. “Foi uma nova surpresa (a declaração à imprensa) porque achávamos que o caso estava esclarecido. O que nós estamos fazendo é continuar o trabalho que o prefeito diz que a gente não faz. Penso em procurar o prefeito com urgência e conversar abertamente sobre isso”, afirmou Botasso.

O prefeito de Americana afirmou que está aberto ao diálogo, mas ressaltou que o descumprimento do acordo para a cessão do prédio já ocorre há anos. “Eu estou aberto a ouvir o que ele vai falar, eu respeito a diretoria da Fidam, mas acontece que o município está passando uma dificuldade e um imóvel daquele é interessante para o município. Talvez fazer alguns acertos do que tem que ser feito”, disse.

Para Omar, a cidade não pode se dar ao luxo de abrir mão de uma área desse porte sem cobrar a Fidam. “Era para que se realizasse uma feira industrial por ano e faz mais de uma década que não é realizado. Eu os recebo quando eles quiserem, mas quero ouvir o que vão falar porque não podemos deixar do jeito que está. É um baita patrimônio, fizemos muitas feiras lá, mas isso aí foi fruto do trabalho que foi feito nesses anos, estava muito cômodo para eles”.

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