Ataques com seringa teriam mais de um suspeito

Diretor da Gama, Marcos Guilherme, diz que as características dos autores são diferentes, o que descarta a possibilidade de ser a mesma pessoa


A Gama (Guarda Municipal de Americana) acredita que os dois ataques com seringa registrados na cidade foram realizados por pessoas diferentes. “Os suspeitos não têm as mesmas descrições, segundo o que foi passado pelas vítimas”, declarou o diretor-comandante da guarda, Marcos Guilherme.

Foto: Arquivo / O Liberal
Diretor da Gama, Marcos Guilherme, diz que as descrições dos suspeitos são diferentes, segundo as vítimas

De acordo com ele, as equipes intensificaram as abordagens nos semáforos desde o surgimento do primeiro caso, dia 4 de setembro. “Hoje [terça-feira] encontramos um rapaz com uma agulha de crochê e mandamos a foto dele para a vítima, mas ela não o identificou como sendo o pedinte que a atacou. O setor de inteligência [da corporação] está levantando algumas informações para ver se a gente consegue chegar nessas pessoas. Todas as viaturas estão focadas nisso”, declarou.

O tenente-coronel do 19º Batalhão da Polícia Militar do Interior, Mauro Luchiari, disse que o suspeito do primeiro ataque já foi identificado. “O pedinte foi identificado, mas ficou sabendo e sumiu”, afirmou.

O ataque mais recente aconteceu nesta segunda-feira (11). Um frentista de 30 anos disse que estava parado no cruzamento da Rua Emílio Covessi com a Avenida Paschoal Ardito quando foi abordado por um pedinte. O homem pediu moedas e o atacou com uma picada de agulha no ombro esquerdo.

Na segunda-feira da semana passada, dia 4, um homem de 38 anos foi atacado também com uma seringa, na Avenida da Saudade, próximo do cruzamento onde o frentista foi surpreendido. Ele disse ter sido abordado no semáforo por um pedinte e quando afirmou que não tinha dinheiro, teria sido atacado e levado uma picada de agulha no braço.

Ambas as vítimas tomaram o coquetel para evitar contaminação por HIV e outras doenças. Os casos foram registrados na CPJ (Central de Polícia Judiciária).

Segurança. Luchiari orienta os motoristas a ficarem com os vidros dos carros fechados quando estiverem parados nos semáforos; negarem qualquer tipo de ajuda; e percebendo algo diferente, ligarem para o 190 para que uma viatura compareça imediatamente no local e faça a averiguação.

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