Americana confirma caso de febre amarela e fica sem vacina

Secretaria de Saúde confirmou que homem de 46 anos morreu pela doença; vacinas faltaram nos postos, mas situação deve ser normalizada nesta quinta


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A Secretaria de Saúde de Americana confirmou nesta quarta-feira (19) o primeiro caso de febre amarela no município. O paciente era o representante comercial Ricardo Luiz Silveira, de 46 anos, que morreu no dia 11 de abril no Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi. Mesmo com a confirmação, que é tratado como caso importado pela secretaria, a vacinação segue indicada apenas para pessoas que vão viajar para áreas de risco.

Também nesta quarta, Americana ficou sem vacinas contra febre amarela nas unidades que realizam o trabalho de imunização.

Segundo o secretário de Saúde, Orestes Camargo Neves, não há razão para ser realizada vacinação em massa na cidade. “Os exames ficaram prontos e se constatou que o paciente realmente faleceu por ter contraído a febre amarela. Não há a menor razão para pânico neste momento. Como ele andou viajando para áreas de risco, há 99% de certeza de que contraiu a doença em outras regiões”.

Responsável pela Vigilância Epidemiológica de Americana, Leda Maria Ribeiro disse que para a investigação epidemiológica do caso, a esposa do paciente foi ouvida, mas não soube precisar exatamente a última cidade em que ele esteve.

Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Responsável pela Vigilância Epidemiológica de Americana, Leda Maria Ribeiro (foto) disse que a esposa do paciente foi ouvida

“Como era representante comercial, ele viajava muito, frequentava zonas urbanas e rurais, tinha amigos em sítios. Sabemos que ele esteve em Amparo e Monte Alegre do Sul, que ele voltou de viagem e não saiu mais de casa porque estava mal. Depois disso acabou procurando o Hospital Municipal”.

Nesta quinta-feira, três equipes da Sucen (Superintendência do Controle de Endemias) estarão na área próxima à residência do paciente, no Frezzarin, aplicando o inseticida contra o mosquito Aedes aegypti – vetor da febre amarela na modalidade urbana, que ainda não é registrada no Brasil desde a década de 1940.

Quando Silveira foi internado com suspeita da doença, a Sucen realizou buscas ativas por criadouros em 200 casas e possíveis casos na região em que ele residia.

Vacinas

Pela primeira vez desde o início do ano, Americana ficou sem vacinas contra febre amarela. As doses que deveriam ser liberadas pela DRS (Departamento Regional de Saúde) de Campinas não estavam disponíveis. Contudo, nesta quinta-feira, elas serão disponibilizadas normalmente.

Com a confirmação da morte de um paciente provocada pela doença, a Secretaria de Saúde informou que solicitou mais doses para atender a demanda, que deve crescer na cidade. Contudo, deve continuar recebendo apenas a quantidade usual de vacinas, que são 500 doses por semana.

Autóctone

Nesta quarta-feira, a Prefeitura de Campinas confirmou o primeiro caso de contaminação autóctone de febre amarela na cidade. O paciente, um homem de 63 anos, mora na zona rural, a cerca de um quilômetro do local onde três macacos foram encontrados mortos contaminados pela doença, no Distrito de Souzas.

O paciente está internado em um hospital público do município e evolui bem, segundo a prefeitura. O início dos sintomas foi no dia 2 de abril. Desde janeiro, outros três casos suspeitos da doença de moradores de Campinas foram investigados e descartados.

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