A cada 11 dias, prefeitura faz uma apreensão de produtos ilegais

Desde o início do mês, governo fechou cerco e realiza cadastro de informais para evitar irregularidades


Foto: João Carlos Nascimento / O Liberal
Comércio da região central de Americana é alvo de fiscalização pela prefeitura

O Setor de Fiscalização da Prefeitura de Americana fez 31 apreensões de materiais vendidos por ambulantes na região central da cidade no ano passado. É uma ação, em média, a cada 11 dias. Em 2018, foram seis até o início de abril.

São materiais como CDs, DVDs, redes, frutas, tapetes, pen-drives, revistas, panos de prato e bombons. No início deste mês, a administração municipal resolveu fechar o cerco aos vendedores informais que atuam no Centro. A medida foi anunciada após reclamações de lojistas, que apontam venda de produtos de origem desconhecida.

No dia 4, teve início um cadastro de todos os ambulantes, com o objetivo de descobrir quem está irregular. Guardas municipais acompanham as ações.

De acordo com a lei municipal 4.930/2009, as pessoas que desenvolvam atividade comercial na cidade precisam ter cadastro na prefeitura. Qualquer venda sem esse aval pode ser considerada irregular.

O diretor da Gama (Guarda Municipal de Americana), Marcos Guilherme, disse que vários problemas já foram encontrados desde que o levantamento começou. “Tem vários (ambulantes) que não possuem cadastro na prefeitura”. Segundo ele, em 15 dias a Gama já deve ter um raio X do comércio informal no Centro. O levantamento tem sido feito aos sábados, dia de maior movimento de ambulantes, segundo Guilherme. Hoje, segundo a prefeitura, existem entre 150 e 200 ambulantes cadastrados em toda cidade.

Em paralelo ao cadastro, a prefeitura ampliou de três para quatro o número de fiscais responsáveis pela região central. As lojas também estão na mira da fiscalização. Segundo Marcos Guilherme, além dos ambulantes, outros dois problemas do Centro são a obstrução do Calçadão – para os colocam seus estandes nas calçadas e os próprios ambulantes – e o som alto emitido por comércios para anunciar promoções. Entre os materiais apreendidos no ano passado, estão ainda passadeiras, perfumes, cintos, meias, mesas dobráveis, carriolas, banquetas plásticas e carteiras, segundo a assessoria de imprensa da prefeitura.

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