150 aves são soltas no Parque Aimaratá em Americana

Esta foi a segunda maior soltura registrada no local, sendo que a maior ocorreu há dois meses, com 180 pássaros


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150 aves silvestres de diferentes espécies foram devolvidas à natureza nesta segunda-feira. Elas foram soltas no Parque Aimaratá, trazidos pela ONG (Organização Não-Governamental) Save Brasil, com sede em Pinheiros, em São Paulo. Segundo a coordenadora do espaço, Ana Zanaga Zeitlin, esta foi a segunda maior soltura registrada no Parque. A maior ocorreu há dois meses, com 180 aves.

Foto: João Carlos Nascimento - O Liberal.JPG
Guardas municipais ajudaram a soltura dos pássaros nesta segunda-feira

Os pássaros estavam no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) do Parque Ecológico Tietê e foram trazidos a Americana pela ONG Save Brasil, dentro do projeto Plano de Voo, que tem por objetivo a soltura de animais levando em conta fatores como adaptabilidade da espécie ao ambiente. Todas as aves libertadas nesta segunda-feira foram resgatadas de cativeiros, vítimas de tráfico, e passaram por um período de recuperação. Elas são das cinco espécies que mais são vítimas de tráfico – coleirinho, bigodinho, tico-tico, trinca-ferro e canário da terra.

“Todas elas estão aptas para soltura e estão dentro das diretrizes técnicas que a gente estabeleceu junto com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para se ter certeza que você não vai soltar uma espécie em uma área que ela não vai se adaptar”, disse a coordenadora de projetos da ONG, Alice Reisfeld.

REGISTRO. O Parque Aimaratá busca integrar o registro de áreas de soltura da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que ainda não foi concedido pela pasta estadual, segundo a assessoria de imprensa do órgão. O cadastro não prevê aporte financeiro ou técnicos dessas áreas, mas auxilia na emissão de documentos de levantamentos de fauna.

A coordenadora do Parque, Ana Zanaga Zeitlin espera que o contato com a ONG Save Brasil possibilite um suporte técnico sobre a reintegração à natureza de diversos animais resgatados pelas Guardas Municipais de Americana e Santa Bárbara d’Oeste, além da Polícia Militar Ambiental.

“A busca por um registro é mostrar que temos um trabalho sério aqui. Acho que é um degrau a mais para quando tiver recurso disponível de algum fundo estadual a gente ser candidato. Hoje vivemos da receita que conseguimos aqui dentro e doações”, disse Ana.

“Aqui para nós é uma referência. Fazemos apreensões e não tínhamos onde entregar as aves. Aqui abre-se uma porta para receber esses pássaros que vêm de diversos locais”, disse o Inspetor Edgelson, da Guarda Municipal de Santa Bárbara d’Oeste.

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