Vale: investimento em 2016 deve alcançar US$ 5,6 bilhões

O presidente da Vale, Murilo Ferreira, abriu a apresentação a investidores da companhia no Vale Day, em Nova York, afirmando…


O presidente da Vale, Murilo Ferreira, abriu a apresentação a investidores da companhia no Vale Day, em Nova York, afirmando que a Vale quer melhorar sua competitividade. Ao fazer um balanço do ano, Ferreira apresentou estimativa de que os investimentos da Vale este ano somarão US$ 5,6 bilhões.

Desse total, US$ 2,4 bilhões serão gastos com manutenção de operações existentes e US$ 3,2 bilhões para a execução de projetos, como o S11D. O valor é mais alto que a última estimativa divulgada, de US$ 4,5 bilhões para o ano.

Ferreira também destacou que a Vale atingiu a marca de US$ 13 bilhões com a venda de ativos nos últimos seis anos. Em 2016 a companhia levantou até agora US$ 1,1 bilhão com a operação de venda de fluxo de ouro e venda de 4 navios do tipo VLOC.

O executivo destacou também que a Vale atingiu níveis sem precedentes em 2016 de eficiência operacional e produtividade. Segundo Murilo a companhia continuará em uma busca incessante por “fazer mais com menos”. As despesas da Vale, destacou, caíram 8% desde 2012, apesar de aumento nos volumes e da pressão inflacionária.

“Nosso objetivo é reduzir a alavancagem no curto prazo”, disse Ferreira, que reafirmou a meta de redução de dívida líquida para a casa de US$ 15 bilhões a US$ 17 bilhões até o fim de 2017. A apresentação da Vale aos investidores foi batizada de “A volta de um líder”.

Produção de minério

Revista L – BC.1
Liberal Motors – BC

O diretor executivo de Ferrosos da Vale, Peter Poppinga, reafirmou em apresentação a investidores em Nova York a estimativa de produção de minério de ferro em 2017 para um volume entre 360 milhões e 380 milhões de toneladas.

“A Vale vai manter disciplina na produção para maximizar suas margens”, disse Poppinga. A estratégia tem levado a mineradora a buscar patamares mais modestos de produção. No Vale Day do ano passado a estimativa para 2017 ficava entre 380 milhões e 400 milhões de toneladas, mas já havia sido reduzida ao longo deste ano.

Para 2018, a companhia divulgou um guidance (estimativa) de produção entre 400 milhões e 420 milhões de toneladas. Nos anos seguintes a companhia mantém sempre um piso de 400 milhões de toneladas, com teto de 430 milhões de toneladas em 2019 e 450 milhões de toneladas em 2020 e 2021. Nesses dois últimos anos a produção no Sistema Norte, onde está o projeto S11D, o maior da Vale, chegaria a 230 milhões de toneladas.

De acordo com Poppinga, a Vale ampliará a estratégia de “blendar” minérios de melhor qualidade com outros de menor teor de ferro no exterior. No próximo ano a capacidade de “blendagem offshore” da mineradora passará das atuais 40 milhões de toneladas para uma faixa de 80 milhões de toneladas a 90 milhões de toneladas. A companhia também elevará de 25% para 35% o porcentual dos estoques de minério que estarão em suas bases no exterior.

Em seu centro de distribuição na Malásia, a Vale faz a mistura do minério de ferro, ou seja, a “blendagem” de minério do Sistema Norte com minério do Sistema Sul, o que na prática ajuda a mineradora a aproximar seus estoques de seus clientes na Ásia. O “Brazilian Blend” tem maior teor de ferro, menos fósforo e menos alumina quando comparado ao de concorrentes, por isso recebe um prêmio.

Na apresentação, Poppinga informou que o custo caixa corrente do minério de ferro no porto da Vale é de US$ 13 a tonelada. Considerando apenas Carajás é de US$ 10,8 a tonelada. Em S11D, segundo a Vale, será de US$ 7,7 a tonelada.

No Vale Day, o diretor informou ainda que o Ebitda por tonelada de minerais ferrosos deve aumentar de US$ 3 por tonelada a US$ 5 por tonelada até 2020.