Ternium e Nippon chegam a acordo sobre Usiminas após quatro anos de brigas

Passados quatro anos de uma das maiores brigas societárias no Brasil, Ternium e Nippon Steel deram as mãos e encerraram…


Passados quatro anos de uma das maiores brigas societárias no Brasil, Ternium e Nippon Steel deram as mãos e encerraram um longo imbróglio público, fato que há algum tempo parecia difícil. As empresas anunciaram nesta quinta-feira, 8, acordo de governança para a Usiminas, assim como compromissos para resolução dos litígios judiciais em curso.

Na prática, as empresas mesclaram sugestões antigas de ambas para alcançarem uma resolução. Uma delas foi sugerida pela Nippon, que foi a alternância para a indicação do presidente executivo e do presidente do conselho de administração da Usiminas. Uma sugestão da Ternium feita há dois anos foi a adoção de mecanismos de saída para os sócios. Ambas estão no acordo.

A Ternium havia admitido que aceitaria a alternância de poder, desde que o mecanismo de saída fosse adotado. Na época, a Nippon, contudo, rebateu a proposta e disse que não a aceitaria, por considerá-la contra os interesses da Usiminas. Isso porque na sua opinião a cláusula de saída tratava-se de uma espécie de “roleta russa”, e que caso essa cláusula fosse ativada a companhia compradora pagaria mais pelas ações do que seu valor de mercado, fazendo que decisões de curto prazo na Usiminas fossem tomadas para recuperar o valor investido.

Em relação à alternância das indicações, a regra também valerá para a diretoria – três nomes serão indicados por cada sócio, a cada quatro anos. Nessa primeira rodada os nomes já foram selecionados. A Ternium pretende manter Sergio Leite na presidência executiva e a Nippon Steel deve indicar Ruy Hirschheimer para presidente do conselho de administração.

Com o acordo, será encerrada uma série de ações na Justiça na qual a Nippon Steel tentava conduzir o ex-presidente Rômel de Souza, que foi demitido pelo conselho de administração e substituído por Sergio Leite.

Em relatório enviado ao mercado, o BTG Pactual disse que o acordo é uma notícia positiva para a empresa e que tira pressão das ações da Usiminas no curto prazo. Na opinião dos analistas que assinam o documento, a administração da siderúrgica tem feito um bom trabalho, melhorando o desempenho das operações. Agora o conselho estará mais unido, o que diminui o risco do investimento.

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