Randolfe: fundamentação técnica do governo a favor da PEC não reflete realidade

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou nesta terça-feira, 29, que a fundamentação técnica apresentada pelo governo em defesa da Proposta…


O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou nesta terça-feira, 29, que a fundamentação técnica apresentada pelo governo em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do teto de gastos “não reflete a realidade”. “A queda do resultado primário foi muito mais por conta da queda da arrecadação do que por despesa”, afirmou o senador, o quinto a discursar nesta noite.

“O governo menciona duas principais razões, o problema da dívida pública e o problema do resultado primário. Eles dizem que, em decorrência de não voltarmos a cumprir metas de superávit, teria ‘retorno da inflação'”, criticou Rodrigues, ressaltando que “isso não é verdade.

O senador da Rede também ressaltou que nenhum país do mundo fez congelamento de gastos sociais como está sendo proposto no Brasil e que as áreas de saúde e educação não ficarão incólumes como quer fazer parecer o governo. “Esta medida vai aprofundar o processo recessivo em que estamos. Essa medida, se aprovada hoje, agravará em especial a própria situação fiscal, porque o crescimento ficará travado. Nenhum país do mundo teve sucesso com medidas draconianas”, afirmou.

Rodrigues ainda criticou as desonerações feitas para a indústria. “Querem descontar os favores feitos ao capital nas costas dos trabalhadores brasileiros”, disse.

Ataídes Oliveira (PSDB-TO)

O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) afirmou que a aprovação da PEC do teto de gastos públicos, juntamente com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, “marcará na história o ano de 2016”. Segundo o tucano, o governo “gastou tudo o que não podia”.

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Sexto a discursar sobre a PEC, o senador listou condutas em relação à despesa que, segundo ele, provocaram a elevação da dívida pública. Ataídes ainda rebateu críticas da oposição de que a proposta vai reduzir os recursos dedicados às áreas de saúde e educação. “A não aprovação sim é que vai tirar recursos dessas áreas”, afirmou.

“Não tem outra saída a não ser isso (a PEC). O estrago que o PT fez na economia, nós vamos demandar anos para consertar”, defendeu o senador tucano. “Não tenho dúvida de que os reflexos desta PEC serão extraordinários”, emendou, citando a redução da inflação e da dívida pública e a possibilidade de expansão de investimentos.