Padilha: Cristiane Brasil tem características de gestora

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha afirmou que a escolha da deputada federal Cristiane Brasil, filha do presidente nacional…


O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha afirmou que a escolha da deputada federal Cristiane Brasil, filha do presidente nacional do PTB Roberto Jefferson, para o ministério do Trabalho foi feita após uma avaliação técnica das qualidades da deputada. Padilha participou da reunião com o presidente Temer e Jefferson.

Segundo ele, depois que o nome foi colocado na roda de discussão, Jefferson afirmou que teria que falar com o líder do PTB, Jovair Arantes, para selar a escolha e evitar novos desgastes, já que o nome do deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) foi vetado pelo ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).

Padilha disse que a filha de Jefferson tem “comprovadamente liderança, espírito de gestora e uma história política”. Em nota oficial, o Planalto confirmou a definição de Cristiane e diz apenas que o presidente recebeu indicação oficial feita pelo PTB.

Segundo Padilha, os detalhes da posse da nova ministra ainda serão definidos. “Não marcamos, vou ver agora, mas não deve demorar”, afirmou.

Paulatinamente

Ao ser questionado sobre a mudança no MDIC, com o pedido de demissão de Marcos Pereira (PRB), que foi entregue hoje, o ministro disse que o governo vai tratar uma coisa de cada vez. “Vamos com calma”, disse o ministro.

Ele negou que a saída de dois ministros em um intervalo pequeno de tempo possa antecipar a reforma ministerial e reiterou que aqueles que quiserem deixar o governo por conta das eleições devem fazer isso de forma paulatina.

“O presidente Michel Temer já disse isso em dezembro, vamos fazer paulatinamente”, destacou Padilha, que lembrou que quando Temer pensou em fazer mudanças de uma vez só houve protestos de alguns que gostariam de permanecer nas pastas por mais tempo.

O ministro da Casa Civil disse, no entanto, que a tendência é que o MDIC permaneça na cota do PRB e que o governo pretende manter a mesma correlação de forças na base nos ministérios. “Para ti conseguir manter a base que tens, tem que manter os partidos”, afirmou.

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