Imprensa internacional repercute declaração de Temer de que não renunciará

Os jornais internacionais continuam a acompanhar os desdobramentos da crise em Brasília, e destacam as declarações do presidente Michel Temer…


Os jornais internacionais continuam a acompanhar os desdobramentos da crise em Brasília, e destacam as declarações do presidente Michel Temer que negou a acusação de que teria autorizado pagamentos para que Eduardo Cunha se calasse na Operação Lava Jato.

“O combalido presidente brasileiro Michel Temer diz que vai lutar contra as alegações de que tenha endossado o pagamento de propina para um ex-parlamentar preso por corrupção”, diz o New York Times. “Não renunciarei, não comprei o silêncio de ninguém”, destaca o jornal argentino La Nacion, com uma galeria de fotos do peemedebista.

O portal online do Clarín, também na Argentina, dá destaque à crise no Brasil. “Temer: Não renunciarei”, diz manchete do site acompanhada de uma grande foto do presidente. Em uma análise da situação, especialistas afirmam que o acontecimento também é duro golpe para a Argentina.

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Já o Washington Post não deu muito destaque para o caso, mas contextualiza a crise brasileira para seus leitores, afirmando que o governo brasileiro afundou em crise. Na França, o Le Monde também dá pouco destaque para o assunto, disponibilizando as notícias apenas na sessão internacional.

Na Europa, o britânico financial Times destaca em sua página principal o efeito da crise política nas ações brasileiras. Também no Reino Unido, o site internacional da BBC aborda o impacto no mercado de ações, observando o tombo de mais de 10% das ações brasileiras que resultou no acionamento do circuit breaker na Bolsa de São Paulo. O Ibovespa fechou hoje em queda de 8,80%, aos 61.597,05 pontos.

O site do jornal Público português vem disparando durante toda a tarde o passo a passo da crise. A última frase disparada pela publicação aos seus assinantes informa: Brasil: “Não renunciarei”, diz Temer. Anteriormente, o periódico vinha acompanhando as decisões de políticos e partidos que estão abandonando o apoio ao presidente.