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Após ex-governador, filho é alvo de operação no Tocantins

Dois dias depois de o ex-governador do Tocantins Siqueira Campos ter sido levado para depor, a PF cumpriu nesta quarta-feira,…


Dois dias depois de o ex-governador do Tocantins Siqueira Campos ter sido levado para depor, a PF cumpriu nesta quarta-feira, 30, mandado de condução coercitivamente contra seu filho, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM), na 12.ª fase da Operação Acrônimo.

O foco da ação desta quarta foram licitações do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Tocantins. A nova fase da investigação se baseia em delação premiada do empresário Benedito Rodrigues Oliveira, o Bené. Ele afirmou ter pago R$ 600 mil em propina a Eduardo em 2012, em troca de um contrato para confeccionar cartilha de educação no trânsito.

Na época, Eduardo era secretário de Estado de Governo na gestão do pai. Segundo Bené, que é dono de empresas gráficas, na ocasião foi elaborado um projeto básico para a distribuição do material em escolas públicas do Estado.

O valor do suborno, segundo Bené, teria sido dividido entre Eduardo e um diretor do Detran do Tocantins. Dois colaboradores do então secretário teriam ficado com comissões de 10%.

Por meio de nota, o deputado afirmou que as acusações são infundadas e disse ter prestado todos os esclarecimentos à PF, “Após prestar esclarecimentos na superintendência da Polícia Federal em Palmas, o deputado estadual Eduardo Siqueira Campos (DEM) reafirmou que não foi acusado de ter recebido diretamente qualquer vantagem indevida e que também não crê que qualquer pessoa que tenha com ele trabalhado como agente público o tenha feito. O parlamentar acredita que a acusação às pessoas citadas são infundadas e que as investigações provarão isso. O deputado disse também que não existem acusações diretas a ele.”

Eduardo afirmou também que, enquanto homem público, entende ter a obrigação de prestar esclarecimentos sempre que for solicitado. O deputado disse que dispensou o acompanhamento de advogado durante o depoimento e que não usou o direito de permanecer em silêncio, respondendo prontamente a todos os questionamentos.

O parlamentar disse ainda “que o fato não o incomoda e que concedeu acesso irrestrito à sua residência, até mesmo fornecendo senhas de seu computador e de seu aparelho celular, para que os policiais pudessem realizar seu trabalho. Os agentes também tiveram acesso a todos os documentos mantidos em sua residência”.

Siqueira Campos

Já o ex-governador Siqueira Campos foi levado para depor à PF na segunda-feira, na Operação Reis do Gado, que investiga esquema de lavagem de dinheiro. Na ocasião, o ex-governador disse que prestou depoimento na condição de testemunha. No mês passado, ele também havia sido alvo de mandado de condução coercitiva na Operação Ápia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.