Republicano tenta fechar acordo entre Trump e o WikiLeaks

Se Trump retirasse ação por vazamento de documentos secretos em 2010, Assange provaria que Rússia não foi a fonte de e-mails polêmicos


O deputado republicano Dana Rohrabacher, da Califórnia, contatou a Casa Branca nesta semana na tentativa de fechar um acordo que encerraria os problemas judiciais nos Estados Unidos do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em troca do que o congressista descreveu como evidências de que a Rússia não foi a fonte dos e-mails vazados publicados pelo site na campanha presidencial de 2016.

A proposta feita por Rohrabacher em telefonema ao chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, na quarta-feira, aparentemente buscava acabar com a investigação contra o WikiLeaks após o vazamento de documentos secretos dos EUA em 2010 por meio de um perdão ou outro ato de clemência do presidente Donald Trump.

Foto: U.S. Air Force Tech. Sgt. Brigitte N. Brantley
Acordo poderia ajudar Trump sobre polêmica com a Rússia

O possível “acordo” envolveria um perdão “ou algo similar” para Assange, disse o deputado. Em troca, Assange apresentaria um dispositivo com dados que segundo o congressista inocentaria a Rússia da controvérsia sobre qual a fonte do material roubado e vazado para embaraçar o Partido Democrata na eleição de 2016.

Rohrabacher confirmou que falou com Kelly nesta semana, mas não quis informar o conteúdo do diálogo. Segundo uma fonte do governo, Kelly orientou o congressista a falar com o setor de inteligência, mas não informou detalhes da proposta a Trump.

Uma das vozes mais favoráveis à Rússia no Congresso, Rohrabacher viajou a Londres em agosto para se reunir com Assange, que vive na embaixada do Equador desde 2012 para evitar ser extraditado para a Suécia por acusações de abuso sexual. A investigação sueca foi encerrada em maio, mas Assange segue na embaixada por temer ser preso e extraditado para os EUA. Após sua visita, o deputado disse em comunicado que Assange sustentou que os russos não estavam envolvidos no vazamento desses e-mails. Fonte: Dow Jones Newswires.

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