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Tesouro Direto atrelado à inflação deve levar vantagem

Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação devem levar vantagem em relação aos demais investimentos, considerando a redução desta…


Os títulos do Tesouro Direto atrelados à inflação devem levar vantagem em relação aos demais investimentos, considerando a redução desta quarta-feira, 30, de 0,25 ponto porcentual da Selic, a taxa básica de juros, segundo analistas de corretoras. Os fundos de renda fixa, em geral, continuam mais atrativos que a caderneta de poupança e devem seguir assim no ano que vem.

Para Carlos Acquisti, economista da gestora Infinity, a expectativa é que a Selic fique em 11% ao ano no fim do ano que vem e que a inflação feche 2017 ainda fora do centro da meta, de 4,5%. “A tendência é que o IPCA fique próximo de 6%, o que ainda daria bons retornos para os títulos atrelados à inflação.”

Como o cenário internacional a partir do ano que vem é nebuloso, a perspectiva é que o Banco Central aja com cautela na manutenção da Selic, considerando as indicações do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de mudanças de juros nos Estados Unidos.

“Caso o Fed suba os juros no fim deste ano e no começo de 2017, isso certamente irá impactar no câmbio e nos preços. Investir em um título atrelado à inflação pode dar uma maior capacidade de defesa”, diz Mauro Mattes, da Concórdia.

“Todos os movimentos internacionais ainda são especulações. Só com o início do governo de Donald Trump, em janeiro, as políticas reativas do Banco Central poderão ser tomadas baseadas em medidas concretas, menos no escuro”, pondera Raymundo Magliano Neto, da Magliano Corretora.

Também no contexto interno, o Banco Central não tem espaço para fazer quedas acentuadas, por conta da instabilidade política com a Lava Jato e a implantação do ajuste fiscal, diz Miguel de Oliveira, da Anefac.

Revista L – BC.1
Liberal Motors – BC

Poupança

Quem procura aplicações mais conservadoras e de baixo risco terá retorno melhor se buscar produtos com taxa de administração de até 2,5%. A poupança só leva vantagem sobre aplicações com resgate em até um ano que têm taxas de administração a partir de 3%.

A taxa de juros precisaria retornar aos 8% para a poupança se tornar mais atrativa. A remuneração da aplicação é formada por uma taxa fixa de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR)- o cálculo vale para a Selic acima de 8,5% ao ano.

Em 2015, quem aplicou na poupança perdeu 2,35% do seu poder de compra. A rentabilidade do investimento foi de 8,07%, ante inflação de 10,67%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.